Capitão América: Guerra Civil

guerra civil

Título Original- Captain America: Civil War
Título Nacional– Capitão América: Guerra Civil
Diretor-  Anthony Russo/Joe Russo
Roteiro-  Christopher Markus/Stephen McFeely
Gênero- Ação/Ficção
Ano- 2016

– Heróis civis…

… Lutando uma Guerra Civil. Os heróis definitivamente encaram um desafio diferente neste novo filme do Capitão América. Claro que as lutas contra outros inimigos superpoderosos continuam, mas aqui também há um cunho político envolvido, um embate jurídico, de certa maneira. Com cada um defendendo sua posição é que os antigos amigos irão dividir-se e lutarem uns contra os outros numa referência a um dos arcos mais emblemáticos dos quadrinhos Marvel.

Os eventos continuam a partir do último filme do Capitão América, Soldado Invernal, em que o antigo amigo do herói, Bucky Barnes (Sebastian Stan) reaparece, outrora dado como morto no primeiro longa da saga. Após seu desaparecimento no final da obra anterior o Capitão decide ir atrás dele, não sem antes enfrentar a ameaça de Ultron na sequência de Os Vingadores. Agora, em sua aventura solo, ele retoma sua missão principal e parte em busca do antigo parceiro dos tempos de exército e amigo de infância. Logo na primeira cena ele já causa um grande estrago ao defrontar-se com Crossbones (Frank Grillo). A investida causa um dano irreparável de vidas humanas que é o estopim para o governo colocar na mesa o Tratado de Skovia.

Segundo este documento estes seres com poderes extraordinários não mais poderiam agir sem controle e deveriam submeter-se as regras de um conselho de nações, nesse caso a própria ONU. Tomado pela culpa, Tony Stark (Robert Downey Jr.) assume o lado favorável, enquanto Steve Rogers (Chris Evans) desconfia e não aprova tal comando. Nesse embate ideológico algumas justificativas são postas na mesa de maneira rápida, dando um leve escopo do que tudo representa. Fica clara a preocupação em não se aprofundar tanto no assunto, diferentemente dos quadrinhos, tanto pela falta de tempo para desenvolvimento como para não abusar da paciência do público que podia entediar-se com um debate desse tipo numa obra prioritariamente voltada para ação.

Avisado de que deveria refrear sua busca ao antigo amigo, o Capitão ignora tal aviso e insiste em sua decisão, definindo seu lado nessa disputa. Com ele irão associar-se; Falcão (Anthony Mackie), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Homem Formiga (Paul Rudd) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen). Ao lado do Homem de Ferro ficam: Viúva Negra (Scarlett Johansson), Pantera Negra (Chadwick Boseman), Máquina de Combate (Don Cheadle) e Visão (Paul Bettany). No meio dessa disputa um novo integrante irá juntar-se ao time de Tony, Homem Aranha (Tom Holland) e para o capitão a adição do Soldado Invernal.

Essa luta levará ao racha do grupo de heróis. Uma saga que, nos quadrinhos, representou uma espécie de reinício do universo. Aqui, a escala é muito menor, não há a presença importantíssima dos X-Men, bem como outros nomes importantes da Marvel, por causa do espalhamento dos direitos autorais de muitos personagens entre os estúdios de Hollywood. O título Guerra Civil é mais uma alusão do que um transporte direto da saga dos quadrinhos, ainda assim houve muito do que nas revistas esteve representado nesta produção cinematográfica.

O filme mantém a tocada mais séria presente em Capitão América. As piadas ficaram melhor inseridas, dando alívios melhor ajustados que em Vingadores 2, por exemplo. A ação dos heróis em geral é bem dividia, muito embora o foco fique no Capitão, Homem de Ferro e Soldado Invernal. O Pantera Negra é apresentado muito bem e a aparição do Homem Aranha traz esperança para o espoliado herói sob as rédeas da Fox.

Ao final, Capitão América é um ótimo filme no seu gênero. Não é tão bom quanto Soldado Invernal, mas mantém o ótimo nível. Tem uma qualidade de produção excelente, tudo é muito bem executado. A noção de universo integrado que a Marvel transportou para os cinemas é fabulosa e consegue funcionar muito bem. Algumas coisas ficaram um tanto mal trabalhadas como a inserção do Homem Aranha e do Homem Formiga. Durante a luta principal do filme nota-se uma certa dificuldade em aproveitar todos os envolvidos e vemos alguns lapsos convenientes demais em certas passagens. Nada crítico ou que comprometa o resultado final que é muito alto.

Intensidade da força: 9,0

Deixe seu comentário