O Quarto de Jack

o quarto de jack

Título Original- Room
Título Nacional– O Quarto de Jack
Diretor– Lenny Abrahamson
Roteiro- Emma Donoghue
Gênero- Drama
Ano- 2015

– Quarto dos sonhos…

Essa é a melhor impressão que se tem ao assistir O Quarto de Jack, filme baseado no livro da escritora Emma Donoghue, que, nesse caso, assina o roteiro da comovente produção concorrente ao Oscar de melhor filme, concorrendo ainda noutras quatro categorias, entre elas melhor Atriz para Brie Larson (Joy), Direção e melhor roteiro adaptado. O longa também se beneficia da ótima atuação e encantamento do pequeno Jacob Tremblay (Jack) responsável por compor a bela relação com a personagem vivida por Larson.

Tudo já começa diretamente com os dois protagonistas vivendo trancafiados no Quarto. Lá eles não dispunham de muita infraestrutura para fugir, apenas o suficiente para sobreviverem. Em algumas passagens a mãe chega a revelar tentativas de escapar, mas que não lograram êxito. Nesse pequeno espaço os dois contavam apenas um com o outro e mais ainda para a jovem genitora. Ela segura-se no instinto materno como suporte para manter a sua sanidade em meio a todo aquele drama vivido. Para o garoto a situação era um pouco menos sofrida, num primeiro olhar, pois, graças ao esforço de sua protetora aquele espaço não se mostrava em sua verdadeira imagem.

De tempos em tempos o captor aparecia para prover os cativos e abusar sexualmente da garota. Nesses momentos Jack era poupado. Quando ele atinge uma idade suficiente a mãe resolve por em prática o plano para a fuga de ambos. Contar mais a respeito revelará boas porções do filme e pode desagradar os mais sensíveis a esse tipo de antecipação. O que importa é ressaltar as qualidades de O Quarto de Jack como obra cinematográfica. Um filme bem acabado no geral, provavelmente por ter sido adaptado pela própria responsável da obra em que se apoia. Não há muitas falhas notáveis naquilo que está proposto como objeto principal: Retratar o amor de uma mãe por um filho.

Com base nesse foco O Quarto de Jack é um drama muito bem executado. Como filme, em sua concepção mais ampla, é possível apontar uma ou outra situação que poderia ser melhor trabalhada a exemplo do convívio de Joy com a família ou mesmo um pouco mais de detalhamento a respeito do carcereiro das vítimas. As atuações são um ponto de destaque seja por Brie Larson, mas, especialmente pelo cativante Jacob Tremblay, que, por esta primeira impressão, pode vir a ser uma ótima aposta futura. Ao final, o filme é uma ótima opção para assistir um drama bem realizado sem forçar você a ficar deprimido.

Intensidade da força: 8,5

Deixe seu comentário