Deuses do Egito

deuses do egito

Título Original– Gods of Egypt
Título Nacional- Deuses do Egito
Diretor- Alex Proyas
Roteiro– Matt Sazama/Burk Sharpless
Gênero– Ação/Aventura/Fantasia
Ano- 2016

– Os Deuses choram…

Assim como o público ao final da sessão de Deuses do Egito. Um filme inexplicavelmente caro ($140 milhões) que nos faz perguntarmos se superfaturamento só existe aqui no Brasil. Com um elenco misturado entre figuras conhecidas e outras sendo apresentadas pela primeira vez, o filme tenta construir uma história nos moldes dos grandes contos Gregos e Romanos sobre os Deuses com a diferença que o foco é a mitologia egípcia. Será que funciona? Ao espectador fica a cargo tal decisão.

Milhares de anos atrás o mundo ainda era governado pelos Deuses diretamente. No conhecido Oriente Médio de hoje estava a civilização mais próspera do período, os egípcios. Muito de sua
bonança devia-se ao governo justo e bondoso de Osíris (Bryan Brown), do outro lado estava seu irmão Set (Gerard Butler). Este último governava o deserto e nutria certo rancor pelo parente ter sido agraciado com mais benesses que ele pelo seu pai, Rá (Geoffrey Rush). Na festa que coroaria a ascensão de Hórus (Nikolaj Coster-Waldau) ao trono da terra às margens do Nilo um complô é acionado e Set assume o poder, exilando o sobrinho.

Humilhado e mutilado Hórus recolhe-se a um templo e abandona todo o povo que contava com sua oposição contra a tirania imposta por Set. Noutro lado os mortais, Bek (Brenton Thwaites) e Zaya (Courtney Eaton) são um casal feliz e cheio de planos para o futuro. O rapaz não comunga da fé de sua amada pelos deuses e quando Set trai a confiança de todos e usurpa o trono sua descrença só acentua-se. Com todo o povo do Egito escravizado o que será do mundo conhecido?

Em suas longas, repetitivas e maçantes 2 horas de duração, Deuses do Egito apresenta uma mistura de ação, aventura, fantasia com toques de romance que põe à prova a fé dos espectadores que aventuram-se na sessão. Com efeitos especiais sofríveis, atuações caricaturadas, direção e roteiros completamente atordoados é difícil apontar algo que funcione à contento. Não é um desastre total, pois não se leva a sério e, por isso, não insulta sua inteligência, então dá para rir das próprias aberrações que surgem a quase todo instante da exibição. Se você adora este tipo de proposta pode até encontrar algo que valha despender o tempo, mas fora isso não é aconselhável.

Intensidade da força: 3,0

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