Spotlight: Segredos Revelados

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Título Original- Spotlight
Título Nacional– Spotlight: Segredos Revelados
Diretor- Tom McCarthy
Roteiro- Josh Singer/Tom McCarthy
Gênero– Drama/Biografia
Ano- 2014

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Outro filme da sequência que inundará os cinemas nacionais antes da cerimônia do Oscar 2015, Spotlight traz como pano de fundo os bastidores da redação de um grande jornal e como funciona todo o caminho percorrido pelos profissionais em busca de um furo jornalístico. Nesse caso o escândalo da pedofilia na Igreja na cidade de Boston, nos EUA, no começo dos anos 2000. O time de repórteres é composto por Mark Ruffalo (Mike Rezendes), Michael Keaton (Robby), Rachel McAdams (Sacha Pfeiffer), Matt Carroll (Brian d’Arcy James) e, participando mais indiretamente, Liev Schreiber (Marty Baron). Há ainda Mitchell Garabedian (Stanley Tucci), a peça estranha da engrenagem, por se tratar de um advogado, mas sua contribuição é fundamental para a descoberta de como funcionava o protecionismo do clero para com os pedófilos.

No começo dos anos 2000 os jornais impressos já começavam a viver o impacto nas vendas que a internet vinha causando. Com uma queda no número de leitores as finanças vinham sofrendo e muitos já estavam sendo adquiridos pelos grandes conglomerados, uma última alternativa antes da completa extinção. O Boston Globe, prestigiado periódico da cidade homônima já fazia parte de um grupo, o Times, porém contava com sua liberdade de atuação por causa da boa adesão em sua localidade, porém, o Editor Marty Baron é realocado para esta redação a fim de conseguir uma guinada no interesse que já vinha mostrando indícios de queda. A primeira atitude do novo chefe é buscar algo impactante e para isso ele vai até um dos símbolos do impresso, o Spotlight, um time composto por 4 membros, liderado por Walter Robinson (“Robby”). Marty os incumbe de trazer uma matéria que realmente abalasse as estruturas e aponta o caminho: Algo estranho estava acontecendo com a Diocese local.

Inicialmente todos ficam um tanto chocados com a suspeita do Editor, mas resolvem por suas crenças de lado para exercer seus ofícios à risca, começando a busca por aquele que seria o estopim de uma bomba incendiária não só na comunidade de Boston, como para o catolicismo a nível mundial. O trabalho encontra barreiras inúmeras, e tudo isso demonstra toda a estrutura mafiosa que sustentava a rede de abusos sexuais dos sacerdotes. A influência da Igreja era tamanha que a Polícia, Ministério Público, Judiciário, Políticos, todos os setores decisivos da ordem social eram controlados ou seriamente manipulados em benefício dos religiosos e contra os fiéis, vítimas dos crimes.

Focado essencialmente nessa rotina investigativa, Spotlight não soma muito mais à experiência além desse aspecto. As atuações são competentes, mas sem grande brilho, as indicações de Ruffalo e RachelMcAdams não se justificam muito. O tom documental predomina e a concentração apenas num determinado aspecto marca a exibição em sua maior parte. É uma produção bem feita no geral, atinge seu propósito com êxito, mas a avalanche de menções a premiações talvez seja exagerada em algumas categorias. Muito dessa valorização talvez se deva à ousadia de contar a história e o mérito de conseguir construir um roteiro moldado numa estrutura de difícil adequação para o formato do cinema. Vale o ingresso, mas não é tão excepcional assim.

Intensidade da força: 8,0

Uma opinião sobre “Spotlight: Segredos Revelados”

  1. As indicações na atuação dos dois realmente é bem exagerada. O filme tem um ritmo difícil, tentei assistir por 6 vezes e dormi em todas apesar de ser muito interessante e importante

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