Star Wars: O Despertar da Força

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Título Original– Star Wars: The Force Awakens
Título Nacional– Star Wars: O Despertar da Força
Diretor– J.J. Abrams
Roteiro-  Lawrence Kasdan/J.J. Abrams
Gênero– Ficção/Ação/Aventura
Ano– 2015

– Despertar renovado…

Desde que a Disney anunciou a compra dos direitos da mais famosa, rentável e admirada franquia do mundo cinematográfico e, em seguida, o anúncio de que voltaria ao universo criado por George Lucas, o mundo ansiava e especulava sobre o retorno do nome Star Wars. Agora, sob a direção de J.J Abrams, bem sucedido em suas investidas com outra famosa saga de ficção espacial, Star Trek, buscava-se não só reviver a marca, como revigorá-la, rejuvenescê-la, além de , num primeiro momento, fechar a corda que ligava os lapsos temporais, representado pelo retorno do trio principal da saga inicial, Luke Skywalker (Mark Hamill), Han Solo (Harrison Ford) e Princesa Leia (Carrie Fisher), para ficar entre os humanos, pois Chewbacca também reaparece, além de outros personagens menores que vão ajudar fechar o círculo de contatos entre as personagens de forma mais convincente. Será que o despertar convenceu? Será que a nova “Guerra” consegue entregar argumentos interessantes e animadores para os títulos seguintes já planejados? O Power Cinema tenta elucidar.

Tudo começa com uma invasão ao Planeta Jakku, nesta incursão o espectador já tem o primeiro contato com um dos símbolos de toda a saga, os “Stormtroopers”, o famoso exército do Império Galáctico composto por clones do mais temível e conhecido Caçador de Recompensas (Bounty Hunter), Bobba Fett, ao avançar na história será explicado que os atuais soldados guardam diferenças importantes frente aos iniciais. Ao aterrissarem, imediatamente, outra figura representativa é inserida, Kylo Ren (Adam Driver), todos os traços identificadores estão presentes, longa túnica negra, máscara, voz abafada, rouca e transmissora de fúria, um Sith, mais uma vez quem assiste tem a nítida noção do que esperar daquela figura, mesmo sem uma palavra sequer precisar ser dita.

A Primeira Ordem, é o nome dado a nova estrutura que irá ameaçar a liberdade e paz da Galáxia em destaque, mais uma vez, o único Jedi restante, Luke Skywalker, não está presente e todos estão à sua busca, pelos mais diversos motivos, alguns para o bem, outros nem tanto. Com a introdução do lado inimigo se faz necessária a inserção da contraparte, agora chamada de Resistência, liderada por um dos importantes nomes daquele contexto. Nesse conflito de interesses, a fórmula original se manterá intacta, a Primeira Ordem segue a mesma doutrina do derrotado Império Galáctico e até mesmo a estrutura de poder mantém o mesmo padrão anterior. Os valores defendidos pela Resistência também são os mesmos. Até aí não existem problemas, uma re-imaginação, aprofundamento dos lados em oposição daria mais frescor, porém resultaria em mais explicações, aspecto visivelmente negligenciado e até mesmo rejeitado nesta nova revisita.

Sem sucesso na busca a Primeira Ordem deixa o planeta, mas dois fatos acontecerão: Um dos soldados irá começar a questionar suas ordens e escapará do controle dos comandantes, levando um prisioneiro da Resistência, Poe Dameron (Oscar Isaac), essa fuga irá alterar diretamente o destino da jovem Rey (Daisy Ridley), impactando numa reação em cadeia que poderá mudar o destino de toda a galáxia em questão. O Stormtrooper será rebatizado por Poe como Finn (John Boyega) e junto com Rey os dois partirão numa aventura inesperada e indesejada até certo ponto. Durante esta viagem eles irão encontrar-se com o lendário contrabandista Han Solo (Harrison Ford), enquanto este tentava achar sua antiga nave, a igualmente lendária Millenium Falcon, coincidentemente pilotada naquele momento pela versátil Rey. Mantendo sua característica original, Han terminará tendo um encontro nada agradável com alguns clientes insatisfeitos com os serviços prestados por ele. Depois de alguns sustos todos irão unir-se na tentativa de ajudar na busca de Luke Skywalker, para tanto, eles irão até o comando da Resistência liderada pelo antigo e eterno amor de Han, Princesa Leia.

O grupo terá pouco tempo para comemorar o reencontro, haja vista a Primeira Ordem estar impondo seu plano de submissão de todos os insurgentes (Resistência e República) e, na busca de realizar seu intuito, usa uma arma também conhecida pelos familiarizados com o universo espacial, a Estrela da Morte. Tão imponente, ameaçadora e mortal quanto sua versão anterior. Até aí acontecerão muitos eventos, poucos realmente significativos para o desembaraço da história em foco, realçando o problema de se ter um projeto ancorado em 3 partes, contando, portanto, com pouca possibilidade de desenvolvimento, sob pena de prejudicar o projeto pensado para os demais filmes.

A parte técnica é muito boa, os efeitos estão bem feitos, obra da ILM, a direção de J.J é muito boa, com cenas bem detalhadas e bem dirigidas, o ritmo é adequado, o enquadramento ajuda a entender o que acontece, pena que se resumem a uma espécie de teasers, tudo é muito compacto. Os embates diretos são poucos e resolvem-se rapidamente, o sabre de luz é usado poucas vezes e, na maior parte delas, inutilmente, “agradecimentos” à Kylo Ren. Falando nele, tudo vai bem até o momento que ele resolve tirar a máscara, aí acaba o encanto, a imposição, como uma tempestade solar varrendo o espaço. O ator não tem uma produção compatível com o que parecia esconder e até o sabre de luz estilizado usado por ele perde relevância e interesse, passando a ser visto até depreciativamente.

Do outro lado, os dois protagonistas são ótimos, Finn tem uma introdução muito boa e consegue até ser responsável por momentos divertidos agradáveis, no entanto encerra essa primeira parte na decrescente. Ele surge como alguém com muito potencial e, com o passar do tempo, parece que o brilho vai morrendo e a expectativa positiva é tomada pela dúvida quanto ao destino da personagem. Quanto a Ren, sim, essa foi uma escolha acertada. A atriz até então desconhecida e que até trabalhou de graça em busca de um lugar ao Sol no disputado e manipulado mundo de Hollywood, estreia de forma competente, aliando presença em tela, atuação convincente e uma sincronia pouco imaginada com a personagem que interpreta. Ela também tem uma beleza que compôs bem e ajudou a elevar ainda mais a sintonia com o seu trabalho.

Ao final, esse retorno de Star Wars mostra-se muito bom, não para tanto como alguns meios críticos estão apontando, mas ele supera a desconfiança e temores por causa do primeiro filme da última trilogia e consegue ser uma introdução para novos eventos que prometem bons momentos para o futuro, caso sejam conduzidos. Um filme divertido, animado e bem produzido, mas que ainda carece daquele toque especial responsável por toda a mística por trás do nome Star Wars. Talvez, assim como as personagens principais, a força precise ser desenvolvida. Só o futuro poderá atestar se isso irá confirmar-se ou não.

Intensidade da força: 8,0

2 opiniões sobre “Star Wars: O Despertar da Força”

  1. Não achei que Finn decresceu não, gostei bastante dele como também de Poe Dameron. Rey é realmente our concours!

    Agora Star Wars exerce em mim uma força que foge do comum, mas se tivesse que dar uma nota de 0 a 10 eu daria um 9. Pensando friamente.

    1. Eu achei que para tudo mostrado nos trailers, o começo dele e os momentos que ele tem no filme em certas passagens não esperava que terminasse daquele jeito. Ele parecia destinado a ser mais do que o filme encerrou que ele será. Por isso tive essa opinião.

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