No Coração do Mar

no coracao do mar

Título Original- In the Heart of the Sea
Título Nacional– No Coração do Mar
Diretor- Ron Howard
Roteiro- Charles Leavitt
Gênero- Aventura/Ação/Biografia
Ano- 2015

– Segredos dos mares…

O que será que os grandes mares podem esconder? Essa é uma das questões que mais atiçam a curiosidade humana, por ser um habitat pouco explorado, muitos mitos, lendas são criadas e ganham status de fatos. Assim nasceu o grande clássico da literatura, Moby Dick, escrito pelo americano Herman Melville (Ben Whishaw). O que isso tem a ver com novo filme do consagrado diretor Ron Howard? Muito e, ao mesmo tempo, pouco. Aqui a história centra-se nos acontecimentos que deram origem ao livro, a história por trás de outra. Uma premissa fantástica e que tinha todo potencial para dar certo, ainda mais com a presença de um líder de renome atrás das câmeras. Será que o capitão dessa embarcação obtém sucesso em sua aventura? Sigam no texto para tirarem suas conclusões.

Quando o jovem Herman bate à porta do velho Tom Nickerson (Brendan Gleeson) ele buscava inspiração para realizar o sonho de produzir uma grande história para seu livro, já que, somente de sua imaginação, estava difícil disso acontecer. Infelizmente o primeiro contato reserva uma grande decepção, pois o amargurado, aborrecido e indisposto Tom não queria saber de remexer em suas dolorosas lembranças, mas a friez…Opa! a razão feminina de sua esposa, interpretada por Michelle Fairley, faz com que o esposo aceite a boa proposta do esperançoso rapaz o que também o ajudaria a exorcizar seus próprios demônios.

Tudo começa em Asgar…Ops, Nantucket, uma cidade portuária no Estado de Masschusetts EUA, lá o jovem, forte e destemido Tho… Ahh! Owen Chase (Chris Hemsworth)- prometo que as brincadeiras acabam por aqui – ansiava pela capitania de seu primeiro navio. Ele cria que os donos das embarcações o recompensariam pelo seu bom trabalho trazendo milhares de barris de óleo de baleia, a despeito de não ser um nativo da região e sem grande riqueza. Porém, sua expectativa é frustrada ao saber que o posto seria concedido ao inexperiente George Pollard (Benjamin Walker) figura que representava todos os obstáculos sociais que ele tentava transpor com seu trabalho. Owen, assim, continuaria como Primeiro Imediato.

As baleias já estavam rareando na Costa Leste dos EUA e os baleeiros tinham que seguir cada vez mais longe ao Sul, chegando ao Pacífico a fim de conseguir abater os animais e assim extrair o precioso líquido que alimentava não só as lâmpadas, como muitas máquinas da época, isso nos idos de 1820. A relação entre os dois líderes não era boa, muito por causa da dificuldade de George em aceitar o talento de seu subalterno, tentando provar que também possuía tal virtude e cometendo diversos erros por conta disso. Depois de muitos meses de viagem o resultado era desastroso e, após um erro de decisão do Capitão, o navio estava muito avariado e o retorno sem atender as exigências dos donos dos navios incomodava ambos. Quando finalmente decidem pôr as diferenças de lado e encarar os desafios em busca do alcance de seus objetivos, aparece uma temível baleia que se comporta diferente das demais.

A partir daí o filme passará focar-se no drama vivido pelos tripulantes da embarcação nos constantes embates contra o mamífero. Essa inconstância de No Coração do Mar é o seu ponto fraco. Um outro exemplo de filme que não convence como drama, aventura ou nos momentos de ação. O elenco tem a participação atrativa de Chris Hemsworth, mas, novamente ele não consegue desvencilhar-se da imagem do herói da Marvel, os outros componentes da trama também são figuras conhecidas de outras viagens, à exemplo de Cillian Murphy (Matthew Joy) e do futuro Homem-Aranha (Tom Holland, o jovem Tom Nickerson). Carece a No Coração do Mar a própria essência da referência que alude em seu título, não há sentimento, alma, muito diferente da história intensa que o autor de Moby Dick criou e a qual essa obra faz remissão.

A direção é boa, mas são poucas e curtas cenas nas quais vê-se uma disputa contra o gigante marinho. O drama de sobrevivência que corresponde a cerca de 1/3 do filme também carece de força, pois as personagens são pobres e pouco aprofundadas e isso dificulta a conexão do espectador com a crise vivida naquele momento. O filme não é ruim, mas termina sendo muito menos do que poderia ser, tendo em vista tudo que o cercava. O fracasso retumbante de público já demonstra muito dessa decepção. Não dá para não recomendar, mas não espere nada muito inspirado.

Intensidade da força: 7,0

Deixe seu comentário