007 Contra Spectre

007 contra spectre

Título Original– Spectre
Título Nacional– 007 Contra Spectre
Diretor– Sam Mendes
Roteiro– John Logan/Neal Purvis
Gênero- Ação/Policial
Ano– 2015

– Espectro invisível…

O que houve com essa sequência? Será que o espectro está imperceptível ou não conseguimos entendê-lo? Os questionamentos são inevitáveis ao se sair da exibição da mais nova continuação do agente mais famoso da história do cinema. Como um filme com a mesma direção, responsável pelo melhor filme dentre os exemplares novos cai tanto? São muitas dúvidas e as respostas só podem ser dadas pelos comandantes. Da visão do espectador, é possível identificar as mudanças de rumos, numa busca por amarrar todos os acontecimentos anteriores num único ponto central, mas a coordenação disso tudo ficou perdida.

Bond (Daniel Craig) segue investigando as pistas que indicavam um artífice por trás de todos os eventos dos filmes anteriores. Ele está na Cidade do México, numa festa tradicional do folclore local, lá ele irá digladiar-se com um possível elo que ajudaria a entender o que acontecia. Depois de uma boa cena inicial, com os exageros marcantes da cinessérie, restou ao agente britânico um anel, suficiente para levá-lo até aquele que provavelmente estaria por trás de tudo.

Gerou-se enorme expectativa neste novo longa quando anunciaram Christoph Waltz (Blofeld) como o inimigo a encarar o protagonista. Com esta escolha esperava-se manter o nível do excelente trabalho realizado por Javier Bardem. Ainda que o potencial da escolha fosse enorme, aqui se pôde constatar que não importa o quão bom alguém possa ser numa atividade, se quem te chefia não faz sua parte competentemente. A chance de um embate inesquecível é totalmente desperdiçada e fica apenas o vislumbre do espectro que poderia ter sido.

A condução dos eventos é mal gerida. O roteiro não agrada. A investigação é arrastada e apresenta soluções abruptas e irreais, aspecto que vinha sendo menos presente desde que Daniel Craig assumiu a frente do papel. Tem-se o retorno dos exageros numa escala maior, tristemente lembrando os tempos de Pierce Brosnan à frente da atuação. Só não é pior porque Craig ainda segura as pontas com sua postura elegante e firme na liderança da personagem.

A Bond Girl da vez, Léa Seydoux (Madeleine Swann), é muito mal explorada também, sendo que a atriz já mostrou grande potencial em Missão Impossível: Protocolo Fantasma. Colocá-la apenas para apelo visual e ligação empática com um filão do público foi outra grande chance perdida. A sucessão de equívocos é muito grande nesse novo 007 e soa no mínimo estranho Sam Mendes perder a mão por tão larga margem.

O balanço só não é pior porque o elenco é bom no geral, os erros na condução da trama não lideram para situações incoerentes como em Quantum of Solace, mas fica clara a queda frente ao anterior, fechando esse período da personagem num anticlímax desapontador. Talvez queiram remediar com mais uma sequência, mas o trabalho será ainda mais difícil, em razão da forma como tudo foi destinado neste episódio.

Intensidade da força: 7,5

2 opiniões sobre “007 Contra Spectre”

  1. Engraçado, eu sou um dos poucos que realmente curtia o tom culhudeiro da era Pierce Brosnan ehheeheh

    Tenho até saudades para falar a verdade.

    Quanto a esse filme, realmente ele tentou muita coisa, tentou simular os bonds mais clássicos, tentou amarrar todos os filmes anteriores em um só, tentou, tentou mas como disse o grande mestre Yoda: Faça, ou não faça. Não existe tentar.

    O conjunto da ‘obra’ ainda se salva alguma coisa, mas foi para mim o que menos curti na era Craig, menos até que o Quantum of Solace.

    Ps: Bela lembrança da participação da Léa em Protocolo Fantasma. Ela tem um outro filme (não estou falando daquele que ela tá de cabelo azul hehehe) que se chama “Sister”. É um filme independente muito bom tb.

    1. Pois é Márcio, pagou pela ambição descontrolada. Terminou não alcançando o quanto podia em nenhuma alternativa.

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