Peter Pan

peter pan

Título Original- Pan
Título Nacional- Peter Pan
Diretor- Joe Wright
Roteiro– Jason Fuchs/J.M. Barrie
Gênero– Fantasia/Aventura
Ano- 2015

– Tentando voar…

… Assim como a personagem título, o novo filme baseado nas histórias imortalizadas do menino que podia voar e nunca deixava de ser criança está cruzando os céus brasileiros nestes dias. Vale à pena embarcar nessa aventura? O filme renova ao mesmo tempo que mantém o apelo da história original? Tudo isso poderá ser respondido ou compreendido nas linhas que se seguem.

O jovem Peter (Levi Miller) sofria num orfanato londrino junto com outras crianças. Ele havia sido abandonado ainda bebê pela mãe, Mary (Amanda Seyfried), os motivos do ato são respondidos até o final da película, mas o que importa para a história é como o pequeno se virava em meio às dificuldades. Eram tempos de guerra e eles começavam a sentir os efeitos impostos pela crise que acompanha esses momentos. Inconformado com a redução da comida pela líder do abrigo, ele desconfia que havia desvio dos alimentos e em sua busca envolve-se numa confusão que resulta na descoberta de um grande perigo: As crianças estavam sendo raptadas, não sabia-se por quem, mas, à noite, elas sumiam sem maiores explicações.

Quando o garoto resolve descobrir também esse mistério o mesmo termina sendo raptado e não consegue evitar. Ele é levado para um mundo fantástico em que navios voam e as crianças eram forçadas a trabalhar em minas pelo perverso Barba Negra (Hugh Jackman). O vilão buscava um pó mágico chamado Pixium que estava rareando naquele mundo e podia garantir vida a eterna. Forçado a trabalhar neste estranho lugar, Peter conhecerá Hook (Garrett Hedlund) e os dois farão uma aliança forçada a fim de fugirem daquele lugar. Em meio a todas essas novidades as revelações sobre quem era Peter e sua importância naquele mundo vão sendo descobertas. Eles conhecem a Princesa Tigrinha (Rooney Mara) e todos irão ter que unir-se a fim de vencer a ameaça do Barba Negra ao mesmo tempo que alcançam seus próprios objetivos pessoais.

O foco infantil está presente na própria concepção, com inimigos que explodem em pó colorido quando morrem, uma história acelerada e superficial dão a tônica e claramente se usa a desculpa de ser para um público mais jovem para não preocupar-se com tais problemas. A grande questão é que Peter Pan não consegue agradar em nada do que apresenta. É uma aventura desinteressante, o mundo fantástico é pouquíssimo explorado e nada trabalhado, tudo é lançado para o espectador como se ele fosse uma criança boba que não liga para nada a não ser a correria e piruetas das personagens, fórmula mais que comprovada não ser a adequada ou necessária para agradar esse público.

O resultado está evidente nas bilheterias. Com um orçamento de 150 milhões, Peter Pan arrecadou míseros 15 milhões no seu primeiro fim de semana nos EUA, um choque irrecuperável desse voo desastroso que jamais deveria ter decolado tão precariamente. Algumas coisas valem à pena, como o jovem Levi Miller, algumas tomadas da Terra do Nunca remetem ao imaginário de sonho que o local inspira, mas fica nisso. O roteiro não funciona e pouco responde das próprias questões que diz pretender solucionar no marketing e até no começo da história. Em suma, é como se fosse o pequeno Peter, temeroso e sem confiança que pode corresponder ao desafio e com um resultado tão ruim financeiro que é difícil crer na continuação sinalizada ao seu final. Deverá permanecer estraçalhado no chão, à exemplo do voo inicial que o protagonista arrisca no longa.

Intensidade da Força: 5,0

2 opiniões sobre “Peter Pan”

    1. Acho que não deve ser uma prioridade Ramon, mas como você já demonstrava interesse em conferir acredito ser válido, mas vá com as barbas de molho, pois o negócio não ficou como deveria.

      Abraços.

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