Evereste

pocilga Postada originalmente no PO.CI.L.GA

everest

Título Original- Everest
Título Nacional- Evereste
Diretor– Baltasar Kormákur
Roteiro– William Nicholson/Simon Beaufoy
Gênero– Aventura/Drama/Biografia
Ano- 2015

– Cada um com suas loucuras…

O que leva as pessoas a encararem a escalada de uma montanha que próximo ao cume afeta o corpo humano a ponto de iniciar um estado de morte? Cada um terá sua resposta ou simplesmente não terá. Para atender essa vontade específica algumas agências nasceram e especializaram-se em fazer um roteiro que ajuda as pessoas a chegar ao topo do Evereste. Aqui, Rob Hall (Jason Clarke) liderará um grupo de aventureiros com este desejo. Ele é o dono da “Adventure Consultants” e assim como ele outros também prestam o mesmo serviço. Focando mais nos envolvidos do que na escalada em si o filme tenta transmitir a dificuldade do desafio.

O grupo composto por Rob, Harold (Martin Henderson), Mike (Thomas M. Wright), Doug Hansen (John Hawkes), Yasuko Namba (Naoko Mori), Beck Weathers (Josh Brolin) entre outros irão ser o foco nessa escalada. Todos tinham alguma experiência, mas numa aventura com um nível de exigência e risco tão extremos a experiência nunca será suficiente. Durante a própria exibição essa impressão se confirmará, quando muitas vezes os envolvidos serão surpreendidos não só pela natureza, como por imprevistos intrínsecos a própria escalada. É uma daquelas situações em que, não importa o cuidado que se tome, sempre haverá perigo e, no caso, bem grande.

Tudo corre bem até próximo ao final quando começará a acontecer pequenos problemas. Isso irá somando-se e a pilha desmoronará sem dar chance de reação aos escaladores. Alguns aspectos ficarão evidentes, como o desconhecimento dos próprios limites, subestimar as dificuldades e, em último caso, ser sentimental. Isso se prova fatal e será apresentado com uma dose de tensão, enquanto se vê a impassividade dos montanhistas frente às dificuldades que se apresentam.

Como filme há muitos aspectos a mencionar que poderiam ser melhor trabalhados. Perde-se muito tempo com a subida e criação do clima, quando os problemas acontecem tudo é rápido e algumas situações poderiam ser melhor trabalhadas. São muitos os envolvidos e nessa pressa fica difícil situar-se em que é cada um e o que cada ação impacta no momento seguinte. Algumas participações simplesmente não se justificam; Guy (Sam Worthington) não tem qualquer utilidade e Jan Arnold (Keira Knightley) está presente para ser a pressão dramática extra (como se fosse necessário) ou ligação emocional ausente para todo o resto, mas que acharam conveniente criar para o protagonista.

As tomadas e recriação do ambiente são satisfatórias, mas não se destacam a ponto de fazer a diferença. No geral é um filme razoável, frio como a neve eterna do alto da montanha que confere o título a obra. Falha como aventura, como biografia (baseia-se no relato de Rob Hall e os envolvidos nos eventos daquele momento) e também no aspecto dramático com decisões desnecessárias ou indevidas, mais atrapalhando do que ajudando na formação de uma obra melhor. Por abordar uma situação pouco usual chama a atenção, mas fica só nisso. Essa escalada não recompensa tanto no final.

Intensidade da força: 6,0

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