O Agente da U.N.C.L.E.

agente uncle

Título Original- The Man from U.N.C.L.E.
Título Nacional- O Agente da U.N.C.L.E.
Diretor– Guy Ritchie
Roteiro– Guy Ritchie/Lionel Wigram
Gênero– Ação
Ano- 2015

– Agentes com estilo…

Guy Ritchie não é marcado por filmes rentáveis, exceto seus dois trabalhos com Sherlock Holmes estrelados por Robert Dwoney Jr. . Neste novo título ele retorna depois de uma parada de quatro anos para apresentar uma história baseada num seriado norte americano dos anos 60 de mesmo nome. É muito bom conferir os filmes de Guy por causa do estilo diferente ou fora do trivial que suas obras trazem. O ritmo mais rápido e marcado pelo humor e irreverência, as situações inesperadas e impressão de improviso também são outros aspectos que costumam estar presentes em seus filmes.

Aqui ele junta os agentes Napoleon Solo (Henry Cavill) e Illya (Armie Hammer) com o objetivo de proteger a jovem Gaby (Alicia Vikander) de alguns malfeitores que a desejavam com o intuito de chantagear o pai que encontrava-se detido trabalhando numa bomba nuclear. Sim, o momento histórico do filme se passa no começo da Guerra Fria e cada um dos agentes representa uma das nações envolvidas no conflito indireto que marcou as décadas de 60 a 90. Essa rivalidade dificulta o relacionamento dos espiões, mas eles serão obrigados a conviver pelo bem da missão e de suas próprias vidas. Cada um tinha seus problemas pessoais que também dificultava e limitava a possibilidade de exigir algo.

Com um toque de humor em seus diálogos e cenas, é muito bom assistir a um filme que consegue realizar tal missão com sucesso. Guy Ritchie talvez seja um dos mais hábeis nomes no meio cinematográfico para fazer essa mistura. A atuação dos dois jovens atores também surpreende, Henry está muito bem como galã e abusa da elegância e estilo, enquanto Armie foge um pouco desse lado incorporando o carrancudo e neurótico parceiro russo, mas que será responsável pelas partes mais divertidas. É interessante notar que ao passo que uma das personagens tem elementos de maior apelo e simpatia é o outro, menos agradável num primeiro olhar, que será responsável pelo alívio da tensão ou até a criação dessa mesma tensão, resultando em pequenas crises nos momentos mais agudos.

O filme tem um bom ritmo e com certeza isso se deve ao trabalho do seu Diretor que também assina o roteiro. A ambientação é bem feita no geral ainda que careça de um tom mais suave nas cores da película. A jovem Gaby não compromete, mas está mais presente para compor ou ser o elemento complicador da história. O pano de fundo também é um pouco batido e não inspira muitos elogios com personagens manjados e situações previsíveis, mesmo assim a forma na condução alivia maiores impactos negativos no resultado final.

Com bom apelo na crítica geral O Agente da U.N.C.L.E. poderia ser um ótimo nome para o gênero, mas sua baixa receptividade com o público deve interromper possíveis continuações e o retorno do bom grupo formado para realização do longa. Os jovens atores se saíram muito bem em seus papéis e seriam uma boa válvula de escape para nomes já cansados nessas representações. A ambientação mais antiga e a forma como as personagens agem e interagem também renderiam uma opção que enriqueceria o cenário de títulos no estilo, mas tudo leva e crer que não mais acontecerá. Uma pena, pois só existem bons motivos para que prosseguisse.

Intensidade da força: 8,0

6 opiniões sobre “O Agente da U.N.C.L.E.”

  1. Confesso que esta meio “nem aí” para este filme, mas é porque eu não sabia que era do Guy Ritchie!

    Agora com tantas resenhas positivas e com uma intensidade da força em 8, vou ter que me virar para arrumar tempo para assistí-lo.

    Esse lance dos anos 60 realmente dá um charme a mais quando bem utilizado.

    1. AHAH! Pois é Márcio às vezes ignoramos algumas opções por não nos parecerem sugestivas e acho que sua reação foi a mesma de grande parte do público o que pode comprometer muito uma continuação.

      Quanto a assistir, realmente seria uma boa fazê-lo, mas acho difícil, haja vista estar saindo de cartaz já. 🙁

    1. Está ótimo Ramon! Seria ainda melhor se a possibilidade de continuação se concretizasse, mas acho praticamente impossível.

      Valeu por participar. Grande abraço!

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