Expresso do Amanhã

pocilga Postada originalmente no PO.CI.L.GA

o expresso do amanha

Título Original– Snowpiercer
Título Nacional– Expresso do Amanhã
Diretor– Joon-ho Bong
Roteiro– Joon-ho Bong/Kelly Masterson
Gênero– Ficção/Drama/Ação
Ano– 2015

Ticket de entrada…

… Para uma viagem sem fim na Locomotiva. Esse é o nome do trem que atravessa o mundo congelado deste título recém chegado ao território nacional, após 2 anos de lançamento, e baseado no conto francês Le Transperceneige que teve uma adaptação para os cinemas numa versão coreana. Agora foi a vez da versão Ocidental, ainda que em parceria com muitos outros países em sua concepção. Encabeçado por Chris Evans (Capitão Ame…Curtis) e bom elenco de apoio tem-se aqui uma ficção científica minimalista, apostando mais no conteúdo do que no visual para abordar seu tema.

A exibição começa com algumas linhas introdutórias sobre como o mundo chegou àquele estado climático e um pouco mais é contado durante o desenrolar do filme, nada muito detalhado, porém. Um grupo grande de pessoas ficava no vagão de trás servindo de suporte para que todo o resto pudesse prosseguir a interminável viagem que resumia-se em cruzar o mundo no prazo de 1 ano. Era assim que as pessoas naquela realidade sabiam da passagem do tempo. Alimentado-se de barras de proteína, que tinham um aspecto pouco agradável e uma composição ainda menos apetitosa, os passageiros viviam em condições precárias de higiene e conforto, limitando suas vidas a servirem o líder da Locomotiva que ficava nos vagões mais à frente.

Na intenção de mudar aquela situação, Curtis e mais algumas pessoas irão insurgir-se contra aquela opressão. São elas Edgar (Jamie Bell), Gilliam (John Hurt), Tanya (Octavia Spencer) entre outros. O plano era simples, pegar os soldados de surpresa e iniciar um avanço rápido a fim de que o susto perdurasse o suficiente para que os inimigos não pudessem organizar uma contraofensiva. Tudo ia bem até mais ou menos a metade do trem, quando eles travam uma dura batalha de curta distância contra os defensores. Eles ainda terão de lidar com a constante necessidade de Namgoong Minsoo (Kang-ho Song) e Yona (Ah-sung Ko) por uma droga chamada Kronol a fim de que abrissem as portas ligando os vagões.

O filme tem uma abordagem direta e não perde tempo com divagações. Tudo que precisa ser mostrado ou revelado é feito por meio de breve diálogos ou cenas que retratam a rotina dos vagões mais a frente. Uma espécie de reflexo reduzido da própria sociedade anterior, agora embaixo da neve. Algumas revelações tentam enriquecer o ritmo, mas não possuem a força necessária para tanto. A falta de um maior desenvolvimento do mundo exterior também atrapalha na contextualização do espectador dentro do que está sendo exibido. Esses problemas, no entanto, não atrapalham a ponto de estragar a obra e é possível ter uma boa experiência geral. É bom ver Chris Evans expandindo suas opções e ele mostra que pode realizar essas tarefas a contento.

Intensidade da força: 7,0

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