Quarteto Fantástico

quarteto fantastico

Título Original- Fantastic Four
Título Nacional- Quarteto Fantástico
Diretor– Josh Trank
Roteiro– Jeremy Slater/Simon Kinberg
Gênero- Ação/Ficção
Ano- 2015

– Saber perder faz parte da evolução… 

Parece que está faltando isso a Fox quando ela persiste (re)fazendo filmes baseados em personagens oriundos da venda dos direitos pela Marvel anos atrás. Com o sucesso estrondoso de suas apostas é verdade que a criadora não deve se ressentir tanto de não poder utilizar algumas de suas marcas mais fortes (X-Men, Homem Aranha, Quarteto Fantástico), mesmo assim deve ser difícil ver trabalhos cinematográficos tão mal pensados como os que a Fox insiste em fazer. Agora, outra vez, Quarteto Fantástico ganha mais uma versão fraca para seu mundo. É verdade que muito do alarde feito por aí é exagerado e desproporcional aos problemas que a obra apresenta. Parece que estamos frente a um dos piores filmes de todos os tempos e essa não é a realidade. É um longa com problemas, mas longe de ser intragável.

A história tenta construir um escopo mais sólido dessa vez. Ao invés de jogar as personagens de qualquer jeito para o espectador, tenta-se criar uma linha de evolução. Isso corre muito bem até certo ponto e, a partir daí, as coisas descambam abruptamente e com muita intensidade e, talvez por conta dessa queda livre, a impressão também tenha ficado distorcida. Os amigos Reed Richards (Miles Teller) e Ben Grimm (Jamie Bell) crescem construindo uma máquina capaz de transportar objetos entre dimensões, ainda que os próprios criadores desconheçam o funcionamento completo de sua invenção. Quando Sue Storm (Kate Mara) e o Dr. Franklin Storm (Reg E. Cathey) veem a máquina em funcionamento se surpreendem e resolvem convocar Reed (inventor) para ajudar na finalização do mesmo projeto que eles não conseguiam fazer funcionar plenamente. A união desses dois grupos permitirá que tal ideia se complete.

Com o ingresso de Johnny Storm (Michael B. Jordan) e Victor Von Doom (Toby Kebbell) todo o esforço direcionava para o sucesso e Ben ficaria de fora, pois era mais um ajudante de Reed do que cientista como os demais. Quando veem o projeto terminado a vontade de serem os primeiros a explorar as possibilidades faz com que se precipitem e um acidente acontecerá, mudando a vida de todos por completo. É desse ponto em diante que a boca do abismo se abre para o Quarteto Fantástico, tanto na ficção, como na obra cinematográfica que a retrata. O que vinha tendo um desenvolvimento concatenado e suave entra numa espécie de queda livre e aí perdem o controle por completo dos acontecimentos.

A relação entre os personagens que vinha sendo bem retratada até então se rompe de forma inexplicável, para depois se acertar sem maiores dificuldades. Os dilemas levantados pós-acidente são simplesmente esquecidos e tudo que o acompanhou até ali parece não ter servido de nada. Some-se a isso os efeitos especiais pobres e a ideia de uma técnica mais realista na construção do Coisa não ajuda a compor bem a parte de ação do filme. Neste ponto tudo fica desconexo, sem profundidade ou desenvolvimento algum, numa completa contradição com os dois terços iniciais da exibição. Ainda que o Quarteto em si seja melhor que o anterior isso não consegue ser suficiente para apagar todos os demais problemas da obra.

É uma pena ver um dos nomes mais importantes e marcantes das histórias da Marvel ser tão maltratado assim. É desapontador constatar que um dos universos mais bacanas e desafiadores para os demais heróis que o exploram nas aventuras interligadas dos quadrinhos não consegue ter um filme a altura ou que simplesmente não comprometa ainda mais o histórico ruim que vai se acumulando a estes personagens. Pior é saber que a Fox não pretende abrir mão dos direitos e vai continuar abusando e destruindo ainda mais esta imagem, para desespero dos fãs e daqueles que gostam do gênero.

Intensidade da força: 5,5

3 opiniões sobre “Quarteto Fantástico”

  1. Existem realmente um abismo do meio pro final do final, uma queda multidimensional hahahah

    O final comparado ao início, parece outro filme. E com tantos problemas na sua produção, acho que não tinha como ser diferente.

    É uma pena, mais uma vez.

    1. Fala sumido!!!

      É isso aí dois filmes em 1, mas uma pena que o pior prevalece sobre o melhor por milhares de vezes e termina arrastando tudo como um buraco negro.

      Agora vai se falar tanto desses tais problemas de bastidores que ninguém saberá até onde, nem o quanto foi a extensão desses obstáculos.

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