Jogada de Mestre

jogada de mestre

Título Original- Kidnapping Mr. Heineken
Título Nacional- Jogada de Mestre
Diretor- Daniel Alfredson
Roteiro-  William Brookfield/Peter R. de Vries
Gênero– Ação/Policial
Ano– 2015

– Cerveja amarga…

Uma daquelas histórias reais que tinha tudo para dar um bom filme ou assim podia-se crer. Talvez com essa mentalidade, os executivos americanos resolveram filmar o caso do crime envolvendo um dos maiores nomes da indústria cervejeira já existente, Alfred Heineken (Anthony Hopkins). O filme que já conta com uma puramente nacional, Holandesa, agora tem uma revisita feita em conjunto com o cinema inglês, numa tentativa de elevar o patamar com nomes mais conhecidos do público geral e assim faturar mais. Não é o que aconteceu. Ao contrário dos bilhões faturados pela marca de bebida o longa não agradou a crítica, ou o público, e há razões para essa má impressão.

A história começa com a apresentação do grupo principal pelo sequestro: Cor Van Hout (Jim Sturgess), Willem Holleeder (Sam Worthington), Jan ‘Cat’ Boellard (Ryan Kwanten), Frans ‘Spikes’ Meijer (Mark van Eeuwen) cidadãos honestos e dentro das raias sociais que depois de verem sua empresa quebrar e terem negado empréstimo bancário resolvem partir para uma solução aparentemente mais fácil; tomar o dinheiro de outra pessoa. O escolhido é o então dono da maior marca de cerveja do mundo, Alfred Heineken, Freddy, mais comumente conhecido. Logo após prepararem todo o plano para o crime o último integrante passa a fazer parte, Martin ‘Brakes’ Erkamps (Thomas Cocquerel).

Antes de partir para o plano principal eles assaltam um carro forte com o fim de ter dinheiro para executar o esquema. É curioso notar como o magnata é facilmente capturado, juntamente com o seu motorista, comprovando como o mundo mudou até então, mesmo tratando-se de um país desenvolvido. No cativeiro os captores resumem-se a aguardar e de vez em quando aturarem os devaneios do rico empresário com exigências e algumas manipulações psicológicas. Também é tratada, mesmo que levemente, algumas crises entre os componentes do bando, mas nada suficiente para construir uma rota de desenvolvimento aproveitável para o longa.

Sem grandes momentos em nenhum quesito técnico, Jogada de Mestre (inapropriadamente titulado para o português), não consegue estabelecer-se como uma boa opção para assistir. É bem possível que seja pior que sua prévia contraparte holandesa já que é difícil conceber que possa ser mais inexpressivo do que o exemplo atual em que não se consegue ver nada além de uma peça narrativa plana sem nenhum momento estimulante para o espectador que dificilmente encontrará alguma maneira de ligar-se mais diretamente com o filme tamanha frieza como tudo é retratado. Não uma frieza dos personagens ou da história contada, mas de como é tratada na película. Um filme sem vida que não precisava ter sido feito.

Intensidade da força: 5,0

Deixe seu comentário