O Exterminador do Futuro: Gênesis

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Título Original- Terminator Genisys
Título Nacional- O Exterminador do Futuro: Gênesis
Diretor– Alan Taylor
Roteiro-  Laeta Kalogridis/Patrick Lussier
Gênero- Ação/Ficção
Ano– 2015

– Mais uma tentativa…

Essa, talvez, é a menos ruim desde a saída de James Cameron da direção. No novo Exterminador do Futuro temos alguns acertos como uma maior e mais dedicada participação de Arnold Schwarzenegger e um elenco melhor no geral, mas ainda falta aquela magia, aquele algo mais que permearam tanto o primeiro como o segundo e ajudaram a marcar o gênero da ficção e ação e é usado como referência em vários aspectos para trabalhos atuais.

Numa breve passagem futurística John Connor (Jason Clarke) aparece como o líder da libertação humana e está próximo a alcançar êxito com sua missão, ao seu lado está Kyle Reese (Jai Courtney) que será salvo por ele ainda criança e se desenvolverá como braço direito do maior resistente e obstáculo ao total domínio das máquinas naquela realidade. A missão inicialmente bem sucedida tem um desfecho inesperado e preocupante, mas que Kyle não poderá evitar, somente assistir, enquanto viaja para o passado a fim de encontrar a mãe de John, Sarah (Emilia Clarke). Ao chegar, nota-se algumas homenagens ao primeiro longa e muitas do tipo serão vistas no decorrer da exibição exceto ao 4° filme, considerado o pior dentre os lançados.

Noutro local, materializa-se o clássico Exterminador, com um Schwarzenegger computadorizado e relativamente convincente, porém as coincidências irão encerrar-se por aí. Quando Kyle e Sarah se encontram tudo está mudado e muito dessas alterações não previstas (Connor antecipa para o viajante do tempo muito do que ele deverá enfrentar no passado) deixarão o enviado atordoado e perdido em como agir. Até adaptar-se a tudo isso eles terão que livrar-se do incômodo e implacável T-1000 outra homenagem, agora ao Exterminador 2, nada disso constava no que John havia alertado que deveria acontecer. Em meio a todas essas mudanças e incertezas o plano inicial de impedir o Dia do Julgamento traçado por Sarah também fica comprometido e Kyle surge com outra ideia, baseado justamente no efeito das constantes mudanças que estavam ocorrendo.

É em meio a estas misturas, distorções e até confusões temporais que o novo Exterminador do Futuro se desenvolve e tentará traçar um novo caminho, agora, para o futuro de uma possível trilogia, mas, a saber, em vista da baixa receptividade de público e crítica à obra, é pouco provável que a Paramount mantenha tal ideia. De fato o filme não é dos melhores ou alcança tudo que poderia. As mudanças na história original não funcionam bem e seguem um caminho bobo e simplório que não convence no final. O desfecho também desagrada bastante e o principal, o clima, a ambientação, não conseguem convencer e se a pessoa ousar basear-se nos dois primeiros o problema ficará realmente sério.

O diferencial, o especial, a magia que envolve Exterminador do Futuro não consegue aparecer em mais essa versão sem a direção de James Cameron, comprovando a falta da cabeça criativa original por trás das câmeras apontando melhores caminhos e soluções para a obra. Resume-se a um filme pipoca bem genérico e básico que não consegue trazer nada de novo, embora ainda consiga ficar num patamar um pouco melhor que o 3° e , missão relativamente fácil de cumprir. O esforço promocional e investimentos infelizmente não conseguiram fazer dessa produção um filme competente não importando o referencial em que se baseie, seja como uma recontagem da história original ou uma continuação do 2° ou 3°, haja vista ter ficado bem claro o descarte frente ao quarto filme.

Intensidade da força: 6,0

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