Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível

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Título Original– Tomorrowland
Título Nacional– Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível
Diretor– Brad Bird
Roteiro– Damon Lindelof/Brad Bird
Gênero– Ficção/Aventura
Ano– 2015

– A terra do prejuízo…

É o que os executivos dos estúdios Disney devem estar se lamentando após confirmarem os péssimos números referentes ao lançamento de Tomorrowland, filme estrelado por George Clooney (Frank Walker) e que também conta com a participação de Hugh “Dr. House” Laurie (Nix). Dá um certo pesar ver uma obra com custo tão elevado para sua concepção fracassar miseravelmente dessa maneira nas bilheterias. O longa não é nenhuma bomba, tampouco é um clássico, mas se há uma verdade em toda essa catástrofe (que também é um dos alvos da história da produção) é que a Disney terá de rever este tipo de projeto em seus catálogos.

Nos idos da década de 60 o pequeno Frank Walker tinha uma mente criativa e uma postura otimista frente a vida. Ainda tão pequeno ele já mostrava seu potencial para grandes realizações. Quando ele conhece a meiga e encantadora Athena (Raffey Cassidy) ele será levado para uma terra de sonho, onde qualquer ideia poderia desenvolver-se sem as amarras e sem as pressões que envolvem o mundo normal. Esse lugar era Tomorrowland, mas, no meio do caminho, algo dá errado e só anos depois, quando a animada, perspicaz e inteligente jovem Casey Newton (Britt Robertson) entrar em contato com o mesmo broche que levou o pequeno Frank até lá é que os problemas serão revelados.

Ela irá fascinar-se com aquele lugar e procurará de toda forma um jeito de ir até lá, mas logo irá deparar-se com estranhos seres que também desejam o mesmo broche que abria a passagem para Tomorrowland. Com a ajuda de Athena todos irão unir-se com Frank e muito do que havia sido perdido com o passar do tempo será elucidado (ainda que apressada e superficialmente). Agora o mundo está em risco e o grupo irá unir-se numa última e desesperada tentativa de impedir que um desastre profetizado aconteça.

Algumas cenas de ação irão fazer parte dessa missão, com os robôs que tentaram impedir os mocinhos a alcançar seus objetivos. Os visuais são bons no geral, mas ainda assim fica a dúvida no que foram gastos os incríveis 225 milhões de dólares da produção. Não é como se fosse nada revolucionário, apesar de muito bem apresentado no geral. As atuações estão a contento no geral, mas o destaque disparado vai para a pequena promessa Raffey Cassidy. Ela simplesmente rouba a cena e é responsável pelos melhores momentos da exibição. A dupla de protagonistas faz seu trabalho e quanto ao Dr. err… Governador Nix não há muito o que considerar. Seu papel é relativamente pequeno e sua aparição não traz nada de interessante à história no contexto geral.

A história de Tomorrowland segue o padrão típico Disney, cheia de mensagens otimistas e positivas para combater os problemas que afligem o mundo em geral e crença de que a busca nunca pode ser abandonada por mais irrelevante que ela possa parecer. O filme é carregado de clichês bobos e a trama é mal dimensionada no geral, quando tudo começa a ser efetivamente trabalhado os acontecimentos correm num ritmo muito acelerado, atrapalhando o bom desenvolvimento da obra. Ainda assim não merece a baixa receptividade que vem tendo, mas talvez este tipo de história e a forma como ela é contada é que precisem ser revistos pela Disney, bem como o investimento empreendido nela, caso contrário ela terá que contar com o sucesso dos filmes da Marvel a fim de manter uma essência que nos dias de hoje não encontra mais o apelo e interesse de outrora.

Intensidade da força: 6,5

2 opiniões sobre “Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível”

    1. Muitos comentando na mesma linha Bruno, quanto ao lance da dupla na direção e roteiro, não acho que as falhas foram por conta deles propriamente, mas por imposições da própria Disney, numa espécie de adequação ao que eles achavam ser ideal. Quebraram a cara.

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