Terremoto: A Falha de San Andreas

terremoto

Título Original- San Andreas
Título Nacional- Terremoto: A Falha de San Andreas
Diretor– Brad Peyton
Roteiro- Carlton Cuse/Andre Fabrizio
Gênero- Ação
Ano- 2015

– Abalos destruidores…

Se você tiver a possibilidade de assistir a este longa numa sala com a tecnologia 4D, faça, pois é inegável a adição na diversão que o recurso traz a exibição. Nesta nova produção estrelada pelo carismático e em alta Dwayne (The Rock) Johnson (RaY) ele interpreta um bombeiro que luta para salvar a família da série de terremotos que abalam a região da costa oeste norte americana. A ligação com a realidade é usada como epicentro para o desencadeamento das ondas que irão abalar as estruturas na telona e na sua sala, caso seja em 4D.

A introdução trata de apresentar o protagonista em ação e sua habilidade naquilo que faz, para o futuro restará a dúvida do por que da cena inicial, haja vista pouco dessa suposta capacidade do herói venha a ser aproveitada durante o discorrer dos acontecimentos em que a trama se foca. Logo após esse trecho já vemos o líder do elenco partir para sua casa e abrir o terreno para apresentar sua filha, Blake (Alexandra Daddario) e sua ex-esposa, Emma (Carla Gugino), haverá espaço também para o Sr° Fantástico, oops, Daniel Riddick (Ioan Gruffudd) ter uma discreta aparição como o novo companheiro da antiga mulher de Ray. Todos se esforçam para manter a civilidade neste primeiro contato.

Noutra ponta, os pesquisadores, Lawrence (Paul Giamatti) e Kim (Will Yun Lee), continuam a monitorar a instável zona que empresta o nome título do filme. Pouco tempo depois já acontecerá o primeiro abalo sísmico, responsável por uma pequena catástrofe, pouco ainda para os tremores restantes. Tudo isso sempre potencializado pela experiência 4D que poucas vezes se faz tão importante e marcante como nessa obra. As crises sísmicas restantes deixam Ray dividido, logo após salvar sua ex-esposa ele partirá ao encontro de Blake que contará com a companhia do pequeno Ollie (Art Parkinson) e do corajoso, mas desengonçado, Ben (Hugo Johnstone-Burt). Todo o resto do filme se passa na busca de Ray por salvar a filha e de Blake lutando para sobreviver.

Existem alguns momentos legais no filme, como a cena da água invadindo o prédio na parte final da exibição ou a primeira tensão trazida com o terremoto na represa de Roover. De resto há pouco a ser ressaltado e lembrado nesta produção. A escolha de focar apenas na luta do protagonista em salvar a família minimizou demais o impacto da ameaça que acontece, sem falar da ausência de perigo em boa parte dos momentos, as famosas coincidências ficaram muito óbvias na maioria dos casos e remetem as mesmas práticas já repetidas noutras produções do gênero.

No geral, Terremoto: A Falha de San Andreas é um filme divertido, não aborrece com seus problemas, mas não traz a excitação esperada desse tipo de obra. O uso de um elenco carismático ajuda a aliviar a possível sensação de cansaço que poderia afetar os espectadores e, se conferido numa sala 4D, aí há muito mais estímulos para prender a plateia. Um longa que pouco inspira ou abala, contrariamente ao que o título sugere numa primeira impressão.

Intensidade da força: 6,0

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