Divertida Mente

divertidamente

Título Original- Inside Out
Título Nacional- Divertida Mente
Diretor- Pete Docter/Ronaldo Del Carmen
Roteiro- Pete Docter/Ronaldo Del Carmen
Gênero- Animação/Comédia/Aventura
Ano- 2015

A Pixar voltou!

Essa talvez seja a primeira reação de quem assistir ao novo filme da produtora, lançado no final de semana passado nos cinemas nacionais. Em Divertida Mente a companhia famosa por clássicos do gênero conseguiu reproduzir e até superar em alguns pontos títulos marcantes de seu catálogo. Nessa obra é possível encontrar espaço para as crianças e adultos, sem que seja necessário esforço ou boa vontade por parte de quem assiste.

Tudo começa na mente da pequena Riley, ainda bebê, as características da personalidade começam a pipocar à medida que ela expressa suas primeiras reações. Alegria, Tristeza, Medo, Nojo e Raiva serão os comandantes de todas as ações da pequena durante o percurso de sua vida. Logo nessa apresentação já somos introduzidos com o elevado nível que dará o tom da produção com piadas inteligentes, situações bem pensadas para fazer rir, aliado com as cores berrantes e traços fofos dados aos personagens que encarnarão as emoções da criança.

À medida que ela se desenvolve estas características começam a ganhar mais funções e crescimento, ainda que, na essência mantenham sua integridade original. Ao passo que a garota avança no tempo ela começa a ganhar as “ilhas de personalidade” uma espécie de traços do caráter daquela pessoa. Amizade, Honestidade, Diversão, Família… São apenas algumas das formas. Tudo isso sempre com muita leveza, criatividade e apelo para também cativar as crianças. O visual é a maneira pela qual os menores irão encontrar-se e decifrar o universo mostrado em Divertida Mente, enquanto os adultos podem viajar e encantar-se pelas nuances metafóricas, pelas referências criativas com a realidade, com o rico diálogo que permeia todas as ações.

Tudo em Divertida Mente inspira, anima, emociona, nada está lá sem algum propósito e o mais legal disso tudo? É funcional. Está encaixado, faz sentido. É notável como o filme consegue manter o ritmo alto a todo instante sem ter refresco para o espectador, seja divertindo-se, pensando, avaliando, entrando naquele espaço multifacetado que os criadores nos apresentam. Neste longa temos a emoção de Up, a diversão de Ratattouille e as mensagens de Wall-e. A diferença aqui é que todos estes aspectos tem um espaço mais ou menos igual e interagem entre si a todo momento, diferentemente das outras obras citadas as quais tem maior predominância em um ou outro fator.

O retorno ao alto nível da Pixar se deu numa escala até surpreendente não só pela quantidade como também por ser inesperada. Ela consegue com esta produção até superar ícones já realizados pelo estúdio e autodeterminar um novo padrão, ainda mais incrível, audacioso, genial nos seus antigos parâmetros. É com imensa satisfação que o Power Cinema atribuirá seu primeiro 10 a uma animação e esta pontuação deve-se não só ao projeto em si considerado, mas a tudo que ele representa para a marca, provando, mais uma vez sua inesgotável capacidade de superar os próprios limites e estabelecer novos paradigmas para o gênero e porque não para o Cinema.

Intensidade da força: 10

6 opiniões sobre “Divertida Mente”

  1. Bom, devo concordar com sua resenha. Ótimo filme. Não é necessário, mas aproveita-se bastante se tiver um certo conhecimento na área de psicologia (que não é o meu caso). Depois de ver o filme, conversei com uns amigos da área e acabei vendo novamente. E tudo faz mais sentido ainda.
    O filme consegue te prender do inicio ao fim. O único ponto que não achei bacana foi a inclusão do sentimento “nojinho”. Acho que ficou bem de lado e pouco aproveitado. Acredito que entre no meu top 5 de melhores animações.

    Off: Bill, mal não ter respondido fiquei sem net. Sim, o MMOBrasil fechou as portas, agora existe apenas uma comunidade no Facebook. Como sou avesso a redes sociais, então perdi o contato de várias pessoas. Somente umas duas ainda falo regularmente pelo whats. Acredito que o problema seja a atual postura dessa nova geração de jogadores (não só de jogadores mas da juventude em si): mal educados, ignorantes, arrogantes, que deixam qualquer fórum (ou rede social) com níveis de debate bem baixos.
    De mmo estou jogando Final Fantasy XIV e jogos de ps4 online. Caso queira conversar comigo, minha psn é omag0_. ou manda caso queria manda o seu email pro meu e te passo o whats. Abraço amigo.

    1. Frente aos demais o Nojinho fica um pouco escanteado e mau utilizado mesmo, mas acho que a intenção dele é conectar mais com as crianças já que tristeza e alegria tem um simbolismo muito mais amplo e complexo que deve fugir ao alcance dos pequenos e muitos adultos também. 😛

      Quanto ao MMOBrasil, sim, eu descobri que tem a tal comunidade no face, mas está abandonada também. Acho que morreu tudo e concordo com sua visão a respeito da situação geral do comportamento das pessoas some-se a isso a crise criativa dos MMO’s em geral.

      Assim que eu desafogar mais o tempo eu entro em contato contigo, mas não deixe de aparecer por aqui sempre que lembrar meu caro.

      Grande abraço.

      1. Tudo bem. Estava pensando em formar um grupo no whats para as pessoas mais próximas do mmob. Pensei isso hoje. Bom, se achar que a ideia é boa e tens contato com alguns do mmob, quem sabe não nos reunimos novamente?
        Grande abraço.

        1. Pode contar comigo nessa ideia. Infelizmente não tenho contato com mais ninguém de lá, a última vez que falei com alguém diretamente do fórum foi com o Camus no htforum e foi ele que me viu! EHEH.

          Se a ideia prosperar e quiser mais alguém para conversarmos e organizarmos alguma coisa, um joguinho novo para nos encontrarmos eventualmente ou algo do tipo eu toparia e adianto que o Tree of Savior é o que mais me chama atenção atualmente e conta com uma posição concreta em termos de lançamento.

          Abraços.

  2. É um grande acerto da Pixar e realmente foi uma surpresa, poucos filmes conseguem falar sobre “amadurecimento” e lidar com sentimentos como este o fez. Da forma que ele fez é única talvez.

    Só não acho este o melhor filme da Pixar ou animação de todos os tempos, ainda prefiro outras 🙂

    1. Entendo Márcio. O nível de identificação com a obra varia de cada um e nisso não dá para contestarmos. O que importa mais é vermos a Pixar voltando a excelência que sempre a notabilizou e também a boa receptividade nas bilheterias que o filme teve nos dois primeiros fins de semana.

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