Vingadores: Era de Ultron

vingadores 2

Título Original– Avengers: Age of Ultron
Título Nacional– Vingadores: Era de Ultron
Diretor- Joss Whedon
Roteiro- Joss Whedon/Stan Lee
Gênero–  Ação/Ficção
Ano- 2015

– A continuação de uma era…

A era que a Marvel iniciou com o primeiro Homem de Ferro, continuou com vários outros filmes, tecendo a teia para o primeiro filme dos Vingadores, um sucesso, um marco no gênero, agora, talvez, um dos maiores desafios; continuar e manter o nível, ao menos. Uma missão que muitos filmes falham e este novo longa da saga, em alguns aspectos, também perde um pouco da maestria apresentada em sua primeira versão.

A história se passa algum tempo após os eventos do ultimo Vingadores, após Iron Man 3 e um tanto paralelo a Guardiões da Galáxia. A equipe está formada, a Shield caiu (lembrem-se de Capitão América 2) então o maior suporte para o grupo de super heróis será dado por Tony Stark (Robert Downey Jr.) e todo o seu poder tecnológico e financeiro.

A cena de abertura já começa apresentando o time atacando uma base da Hydra em busca do cetro de Loki, aqui já vemos alguns aspectos em que este novo filme dos Vingadores supera o seu antecessor. A coordenação das batalhas. Tudo é mais articulado, melhor coreografado, aprendendo, aprimorando o que foi visto anteriormente e porque não com os demais títulos da Marvel já lançados. Os heróis agem de forma conjunta, principalmente o Capitão (Chris Evans).

Logo nessa introdução já somos apresentados a Mércurio (Aaron Taylor-Johnson) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e junto a esta aparição já se nota os problemas com os direitos autorais espalhados entre outros estúdios, pois os personagens fazem parte do mundo dos X-Men sob a posse da Fox, portanto muito sobre eles está alterado frente ao que já foi mostrado nas produções do estúdio.

Tony tinha um desejo de minimizar os impactos das lutas contra os inimigos e deseja criar uma inteligência artificial com este objetivo. Essa vontade, aliada a irresponsabilidade de Stark, dará nascimento a Ultron (James Spader) uma mente artificial, mas dotada de um grande desprezo frente aos humanos, especialmente seu criador. Imediatamente ele irá revelar seu desejo malévolo pondo os Vingadores em alerta.

Usando de sua essência tecnológica este novo inimigo expande-se facilmente pelas redes de comunicação impondo um desafio difícil para aos super heróis some-se a isso os constantes problemas de relacionamento do grupo e as personalidades dos integrantes e assim o cenário está montado para uma trama cheia de ação, disputas, reviravoltas e resultados inesperados. Falando assim parece perfeito, porém, na prática não ficou tão bom.

Muito disso deveu-se a inconsistência do roteiro. O que o primeiro longa tinha a seu favor (simplicidade) neste tentou-se encorpar mais com subtramas, como o romance entre Hulk (Mark Ruffalo) e Viúva Negra (Scarlett Johansson), a fragilidade dos sem super poderes Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Viúva Negra, os medos do Homem de Ferro, a vingança dos irmãos Romanoff. Tudo isso terminou criando muitos caminhos que terminaram sendo mal desenvolvidos, passando a impressão de superficialidade, deixando as resoluções finais pouco convincentes ou incompletas para o espectador.

Enquanto algumas escolhas de equilibrar a aparição de cada um dos integrantes permitiu diversificar as lutas, isso também trouxe a subutilização de outros heróis, por exemplo, o Hulk e o mesmo pode ser dito de Thor, neste caso um problema que persistiu desde o longa anterior, mesmo que no atual sua participação tenha sido mais interessante.

Por fim o vilão Ultron. Espetacular. O conceito dele é ótimo. O trabalho vocal de James Spader adequou-se muito bem. A opção de usar a personalidade clássica do inimigo também deu outros ares a produção; mais sérios, menos repetitivos/básicos, contudo, ele sofre enormemente do roteiro super dimensionado, tendo sua participação mal explorada com pequenas aparições durante todo o filme, isso pode enganar os mais desatentos, mas comprova a dificuldade para encaixar tantas variáveis.

Deduz-se ao final que Vingadores: Era de Ultron é um filme muito bom de ação com super heróis, mas que não consegue atingir o bom balanço do original, ainda que o supere em alguns aspectos. É o blockbuster mais esperado do ano e não dá para dizer que desaponta, mas deixa aquela típica sensação de tantas outras obras: Podia mais, muito mais!

Intensidade da força: 8,5

2 opiniões sobre “Vingadores: Era de Ultron”

  1. Opa grande Márcio!

    Acho que você pode ter se deixado levar mais por certos aspectos o que já estamos acostumados. Eu já tenho uma tolerância menor a outras coisas. O filme vale a pena acho que só os radicais irão negar isso.

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