Poltergeist: O Fenômeno

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Título Original- Poltergeist
Título Nacional- Poltergeist: O Fenômeno
Diretor- Gil Kenan
Roteiro- David Lindsay-Abaire/Steven Spielberg
Gênero- Suspense
Ano- 2015

– O medo sumiu…

Se alguém assistiu ou pretende assistir à refilmagem de Poltergeist, filme de terror dos anos 80, buscando nessa versão moderna algo a mais que justifique a refeitura ficará desapontado. Seja pela quase ausência de alguma novidade, seja pela perda de qualquer aspecto de terror que poderia colocar a referida obra nessa categoria. Se há alguma coisa assustadora nessa versão ela está presente num dos dados a respeito da produção. O orçamento de 130 milhões de dólares faz inveja a muitos filmes que buscam tal apoio e mais, ao final da apresentação do longa fica a pergunta sem resposta: “Onde aplicaram tais valores?”

A família composta pelo casal, Eric Bowen (Sam Rockwell) e Amy Bowen (Rosemarie DeWitt) e seus três filhos, Kendra (Saxon Sharbino), Griffin (Kyle Catlett) e Madison (Kennedi Clements) está mudando-se para a nova casa. As crianças não aprovam a ideia, mas aparentemente parece essa ter sido a solução para os problemas financeiros dos pais. Logo que chegam, a pequena Madison já começa a interagir com o ambiente e seu irmão Griffin nota a estranheza, à princípio relevando, mas ficando desconfiado daquele comportamento da pequena irmã. Os pais tentam se descontrair e a filha mais velha busca adaptar-se ao novo lar ainda que reclame o tempo todo e não deixe o celular de lado nenhum minuto sequer.

À noite a situação já se agrava e a clássica cena da TV, marca do original, surge, mas sem causar o mesmo impacto de antes. Não há construção, desenvolvimento, encadeamento, ligação. Tudo acontece de forma muito corrida e superficial parecendo que como todos já sabiam mais ou menos o caminho, o time técnico responsável achou que acelerar estas etapas até os momentos críticos traria mais dinamismo e interesse, ou assim supõe-se. Só que o resultado não foi esse, pelo contrário. Tudo é extremamente desinteressante e insosso.

Tudo segue nessa ordem apressada até a chegada do grupo da faculdade responsável por pesquisar a respeito do assunto. As situações são simplesmente jogadas na película, sem qualquer apresentação ou apuro, reforçando a sensação de que, por já ser sabido, este intermédio não seria relevante. Só que isso é o mais importante e se havia alguma coisa que poderia ser mais desenvolvida, enriquecida, aprofundada tinha que ter sido esta ponte entre construção e resultado. As atuações em geral são fracas e seguem a mesma característica da trama; superficial e desmotivada.

No final, esse “remake” de um filme marcante dos anos 80, prova sua falta de propósito em ter sido concebido e despendido tantos recursos financeiros. São produções mal gerenciadas como esta que atrapalham que outras boas ideias vinguem e tenham a devida atenção por parte dos executivos. O que mais assustou ao final de Poltergeist pode ser um aspecto que nem todos saibam ou se importem: No que foram gastos os 130 milhões de dólares?

Intensidade da força: 4,0

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