Velozes & Furiosos 7

Título Original- Furious 7
Título Nacional- Velozes & Furiosos 7
Diretor- James Wan
Roteiro- Chris Morgan/Gary Scott Thompson
Gênero- Ação
Ano– 2015

– Invulneráveis… 

O título da franquia devia ser mudado para Fast & Invulnerable tamanha a escalada de absurdos que essa última versão trouxe em sua exibição. O filme que marca a despedida de Paul Walker (Brian O’Conner), falecido num acidente de carro em 2013, deve ser aquele que encerra a rentável série de propriedade da Universal, carente de nomes que consigam render tanto. Aqui o time composto por Dom (Vin Diesel), Letty (Michelle Rodriguez), Mia (Jordana Brewster), Tej (Ludacris) e Roman (Tyrese Gibson) está de volta para combater um inimigo feroz, responsável pela morte de Han (Sung Kang), ainda nos eventos de The Fast and the Furious: Tokyo Drift. Neste lançamento eles terão que proteger-se dessa ameaça e ainda buscar vingança. Uma premissa batida, mas que podia funcionar muito bem dentro da temática de carros e ação que estrutura o longa.

Enquanto realizava o trabalho burocrático no FBI, Hobbs (Dwayne Johnson) é atacado por um perigoso homem e quase morre ao se lançar de um prédio e, coincidentemente ter seu impacto amortecido por um carro, mas, com o detalhe de estar carregando uma pessoa durante a queda. Aqui começa a sucessão de disparates que darão a tônica da produção nessa versão. Esse caminho já vinha sendo vislumbrado desde a mudança de rumos iniciada com Velozes e Furiosos 4 mais focado na ação, envolvendo obras ligadas ao estilo de Italian Job e Onze Homens e um Segredo. Só que Velozes buscava fazer tudo isso à sua maneira, com mais sujeira, mais ação, menos requinte. A fórmula alavancou a franquia a um patamar inesperado e se tornou o carro chefe do Estúdio que detém os direitos.

O grande problema desse novo filme é como tudo é conduzido, perdeu-se o limite completamente, enquanto nos anteriores as situações aconteciam em momentos chave da trama, aqui é a todo instante, além disso, há o incremento substancial da invulnerabilidade dos mocinhos. Eles simplesmente conseguiram uma licença para voarem com carros de penhascos, entre prédios, chocarem-se a mais de 100 km/h sem qualquer pudor, numa espécie de brincadeira que poderia ser muito bem vista se tivéssemos algo ao estilo de Esquadrão Classe A. Só que aqui não se adota essa postura, há um ar de seriedade que retira a validade deste tipo de abordagem tornando-a, portanto, completamente inadequada.

O Power Cinema sempre foi um entusiasta dessa cinessérie e vê-la perder o rumo dessa maneira trouxe um desapontamento muito grande. Ainda que o filme venha tendo boas notas em sites renomados como IMDB e Rotten Tomatoes isso não faz dele bom. É um filme de ação bem genérico. A marca registrada dos carros perde-se completamente aqui, partindo-se para a briga pura e simples comum a tantos outros exemplos. De estrelas da companhia, os veículos passam a ser meros instrumentos de abuso por parte do time principal sem nenhuma relevância para o que está sendo abordado naquele universo.

Pouca coisa se salva neste novo Fast & Furious. As cenas de ação criativas, marcantes do Fast 5 (carros carregando o cofre) ou a do avião do último longa dão espaço a quadros desinteressantes como a cena final recheadas de despautérios e insanidades que desafiam qualquer razão e senso crítico. As atuações, ponto fraco comum, aqui ficam ainda mais destacadas em virtude do aumento de cenas emocionais, como Letty e Dom tentando se reconectarem e mesmo Brian e Mia na praia juntamente com os demais membros da equipe. Há muito pouco a se elogiar neste último capítulo e espera-se que tudo termine por aqui, pois fica evidente que a continuidade pode acarretar ainda mais danos e estragar uma das últimas boas alternativas no gênero no cinema atual.

Intensidade da força: 5,5

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