Cada Um na Sua Casa

cada um na sua casa

Título Original- Home
Título Nacional- Cada Um na Sua Casa
Diretor- Tim Johnson
Roteiro- Tom J. Astle/Matt Ember
Gênero- Animação/Comédia
Ano- 2015

– Cada filme tem sua história….

… Então de nada adianta usar na propaganda; “Dos criadores de Madagascar, Croods, Com Treinar seu Dragão …” já que nada disso é garantia de que aquela obra tenha o mesmo nível do antecessor. Vale ressaltar também que muitas pessoas costumam contribuir ou terem nomes creditados nessas obras, muitas vezes tendo pouco contribuído para a concepção da mesma. Não que este truque tenha funcionado conosco, mas fez crer que, quem sabe, pudéssemos assistir a um filme interessante e realmente divertido como os anteriores. É verdade que alguns aspectos podem ser facilmente identificados; o colorido, o constante acompanhamento musical, mas a diversão, isso passa longe, bastante, daqueles usados na promoção.

A história de Oh (Isso mesmo. Tudo bem que nomes não são o forte, mas já aqui se vê algo que tentaram deixar engraçado, mas que não consegue ou simplesmente dá a entender falta de vontade de pensar em algo realmente interessante), um alienígena que compunha uma espécie que vangloriava-se da capacidade de fuga é o foco principal dos acontecimentos aqui. Eles terão a Terra como o destino seguinte, após escaparem de mais um planeta, perseguidos por outra raça (zooks) que, segundo eles, vivia para aterrorizar e exterminar tudo que via pela frente. Assim que chegam ao planeta eles retiram os humanos de suas casas e os isolam na Austrália, apoderando-se do restante. Separada da mãe, a jovem Tip está sozinha em casa pensando em como reencontrar-se com ela.

Ao chegarem aqui os Buvs vão descartando tudo aquilo que não se adequava às suas utilidades e Oh acreditava ter uma chance de ser aproximar dos outros membros do seu povo. Isso não acontece e ele acidentalmente envia uma mensagem para todo o universo sobre a festa de boas-vindas que aconteceria em sua casa. Quando sua trapalhada é notada os demais Buvs começam a procurá-lo a fim de reverter a situação, pois havia o medo de que os Zooks recebessem o convite e assim soubessem as coordenadas da nova morada encontrada. Enquanto fugia ele esbarra-se com Tip, desconfiada, a jovem evita o alienígena a princípio, mas depois percebe sua utilidade, o mesmo valendo para Oh.

Os dois partem juntos em busca da mãe de Tip, mas Oh ainda queria apenas fugir e usava a garota humana. O restante do filme se passa durante essa fuga e busca dos dois e como eles irão descobrir mais um do outro e ver que era possível conviverem. Uma história simples, até aí sem problemas e poderia funcionar, mas, outra vez, a execução atrapalha demais e a superficialidade excessiva, até mesmo para um filme infantil não ajuda a criar a conexão com o espectador. Os visuais tendem mais para o brilho e cores, buscando visivelmente a criançada bem novinha. Só que a Dreamworks nessa perdeu a medida de como fazer e o filme fica sem alma, mesmo com um ou outro momento mais emotivo não é suficiente para quebrar a frieza que impera pela falta de bases para a história que foi narrada.

Os personagens são muito pobres no geral, com pouco a ser valorizado. Um filme com orçamento enorme (135 milhões) para a forma como foi concebido fica até a dúvida no que tanto foi gasto, pois, ao contrário do que dê a entender essa cifra não se tem uma animação apurada ou uma história bem pensada e original, mas uma espécie de reciclagem de uma série de outros contos anteriores como o próprio Madagascar, Lilo e Stich, mas sem identidade própria, uma salada confusa e apagada, distante do que toda a pirotecnia do carrinho voador criado por Oh possa sugerir num primeiro olhar.

Intensidade da força: 4,5

2 opiniões sobre “Cada Um na Sua Casa”

  1. Acho que esse filme é um pouco de retrocesso ao que vinha sendo feito pela Dreamworks, e por suas concorrentes também, que era o de criar animações “para toda a família”.

    Sinto que esta obra esteja direcionada mais para os pequenos, os mais velhos o acabam vendo mais defeitos (como personagens pobres) do que se divertindo no cinema.

    1. Concordo bastante nessa Márcio. Acho que dá para encontrar um meio termo sem nenhum problema isso já foi provado de outras vezes.

Deixe seu comentário