A Série Divergente: Insurgente

Título Original- Insurgent
Título Nacional- A Série Divergente: Insurgente
Diretor- Robert Schwentke
Roteiro- Brian Duffield/Akiva Goldsman
Gênero- Ação
Ano- 2015

– Surgimento das divergências…

…É a impressão quando a sessão do novo filme da série baseada na obra literária de Veronica Roth termina. Mais um daqueles casos em que as coisas boas apresentadas no primeiro momento são deixadas de lado ou alteradas para pior com o avançar da história. Ainda que mais focado na ação, portanto deveria ter-se mais dinâmica, o maior destaque dado a esse aspecto não reverteu-se em benefício algum para o saldo desta produção. Outro exemplo de que nem sempre determinada função traz como consequência aquilo que se espera.

A história continua do ponto deixado pelo antecessor. O time formado por Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James), Peter (Miles Teller) e Caleb (Ansel Elgort) buscam refúgio da perseguição imposta por Jeanine (Kate Winslet) e nada melhor seria do que utilizar da compreensão da facção amizade em seu benefício. Durante um período eles conseguem o tempo necessário para pensarem em como reencontrar-se com os demais integrantes do seu antigo grupo, a Audácia. Tris consumia-se pela culpa e não conseguia conter a fúria frente à pessoa a quem considerava a responsável por tudo aquilo. Isso a deixava instável e um perigo para todos os demais.

O local em que se escondiam é descoberto pelo inimigo e todos são obrigados a antecipar a fuga e buscar uma alternativa de último momento naquele momento de pressão. Depois de algumas perseguições eles encontram-se com os sem facção e algumas revelações (se é que pode-se considerar assim) sobre Quatro virão à tona. A busca pelos antigos amigos continuaria e eles chegariam à Franqueza daí por diante o cerco iria fechar-se mais e mais e algumas obviedades serão utilizadas com o fim de dar mais tensão à trama fragmentada e pouco interessante. Tudo girava em torno de um artefato que só poderia ser aberto por um divergente e este seria o motivo pelo qual Jeanine estaria perseguindo todos tão impiedosamente.

A forma como foi apresentado o universo no primeiro filme é deixada um pouco de lado e tudo toma um rumo simplório nessa sequência. A personagem de Tris é que mais sofre com isso, com inconstâncias emocionais mal trabalhadas (seja no livro como no filme), até o reconhecido talento de Shailene Woodley fica desperdiçado pela forma como é utilizado. Não há muito que se comentar positivamente deste novo filme, o único personagem mais interessante é Peter, mas ele aparece pouco e, por isso, tudo a respeito dele é tratado de forma corrida. Quanto a Quatro ele resume-se a ser o homem à espera de sua heroína, numa inversão infeliz e muito mal construída pela autora da obra.

Isso tudo pode ser resultado dessa avalanche de filmes sobre este tipo de temática (distopia) que tem como pano de fundo as mesmas causas e consequências e até mesmo os participantes terminam comportando-se de maneira semelhante. Vemos em Tris muitos traços de Katniss e, no restante do contexto, Jogos Vorazes termina se saindo melhor. Uma pena, pois o potencial introduzido em Divergente prometia mais, mas a forma de condução é de uma mediocridade irritante e maçante, pois parece que você já sabe de tudo, mesmo sem conhecer o livro ou o roteiro do filme. Então aqui fica o desapontamento por uma história que podia ser a divergência necessária para a temática, mas falha miseravelmente no intuito. Como filme destaca-se a versatilidade de Shailene em algumas cenas de ação, mas nem o carisma inerente da pessoa resolve o problema essencial do papel que interpreta. Pode ser interessante para os fãs que tem a chance de ver parte do que imaginaram durante as leituras, mas fora isso haverá poucas razões para conferir o filme.

Intensidade da força: 4,5

Uma opinião sobre “A Série Divergente: Insurgente”

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