Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

Título Original- The Hunger Games: Mockingjay
Título Nacional- Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1
Diretor- Francis Lawrence
Roteiro– Peter Craig/Danny Strong
Gênero– Ficção/Drama
Ano– 2014

– Fome de esperança…

… Para ver quando este tão badalado filme, inspirado na obra de Suzanne Collins, decola. Nesse terceiro filme, que era para ser o último, mas foi dividido em duas partes para angariar ainda mais dinheiro (estratégia que já demonstrou bons resultados), a luta da insossa Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) e seus amigos continua. Agora eles estão tentando fomentar a população insurgir-se contra a Capital e assim derrubar o sistema opressor e explorador estabelecido e liderado pelo Presidente Snow (Donald Sutherland).

Tudo começa por onde o último terminou. Katniss e o colega Finnick Odair (Sam Claflin) foram resgatados pelos rebeldes, depois da confusão no final do “Massacre Quaternário”, foco do longa anterior. Os demais; Johanna Mason (Jena Malone), Annie Cresta (Stef Dawson) e Peeta Mellark (Josh Hutcherson) estão presos junto ao governo central e passando toda a espécie de tortura. Isso fica evidente a cada vez que o jovem Peeta aparece na TV dando declarações contrárias à revolução instigada pelos rebeldes. Enquanto isso Katniss continua na sua eterna dúvida sobre o que fazer e como agir, sendo apenas conduzida pelo momento, característica percebida pelo astuto Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman) que conduz os eventos a fim de que ela aja de acordo com os desejos do grupo.

O filme foca basicamente nisso e na opressão ostensiva realizada pela Capital à medida que a revolta do povo aumenta e os rebeldes ganham força. Não há muito o que reparar nem mencionar nesse capítulo desnecessário da cinessérie, haja vista poder ter sido condensado num único filme e assim termos um balanço melhor do ritmo. Ficou bastante parado, repetitivo e focado em demasia na desinteressante personagem principal. Por sinal Jennifer demonstra sua imensa dificuldade em realizar as cenas que exigem vigor. Ela é muito boa de drama, mas deixa a desejar bastante quando envolve demonstrar outros sentimentos como: raiva, indignação.

Na parte técnica há pouco a mencionar também. É um filme bem “plain”, sem aspectos positivos ou negativos que mereçam maior destaque, por conta disso a única forma é esperar o desfecho na parte final que ainda resta. Como filme de meio, realizando a ponte entre dois momentos numa história, temos exemplos de execução bem melhor como Senhor dos Anéis – As Duas Torres ou mesmo O Hobbit – A Desolação de Smaug. Aqui não há quase nada que justifique a divisão a não ser o aspecto comercial para o estúdio responsável.

Intensidade da força: 5,0

Uma opinião sobre “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1”

  1. Falta esperança no coração de Bill hahaha

    Concordo com algumas coisas que você mencionou, ainda assim acho que esse filme dá um grande salto nas discussões políticas e sobre a mídia, inverte o jogo da “propaganda”, fala sobre revolução e tudo mais, acho que só por isso merecia ao menos um 6 🙂

Deixe seu comentário