O Protetor

Título Original- The Equalizer
Título Nacional– O Protetor
Diretor– Antoine Fuqua
Roteiro- Richard Wenk/Michael Sloan
Gênero- Policial/Ação
Ano- 2014

– Lutando contra todos…

É o que aguarda a personagem de Denzel Washington (Robert McCall) neste novo título do diretor que teve Dia de Treinamento como seu melhor título. Depois de um mediano Invasão a Casa Branca ele resolve voltar com a parceria que lhe rendeu sua melhor obra para o cinema. Mais uma vez ele consegue construir um bom filme, não tanto quanto Dia de Treinamento, mas que possui seus méritos, aliando a boa presença de Denzel com uma ação que se foca mais nos embates diretos ao invés das pirotecnias preponderantes no último trabalho.

Robert trabalha numa loja de materiais de construção e tem uma vida simples e repetitiva. Ele não parece incomodar-se com isso e tem uma boa relação com todos no trabalho além de tentar ajudar os que encontram dificuldades, a exemplo de Ralphie (Johnny Skourtis) que está lutando para conseguir atingir o peso para concorrer a uma vaga de segurança na loja. Ao mesmo tempo o protagonista possui hábitos peculiares, como sempre marcar o tempo de todas as atividades que desempenha, mesmo em casa. Ele está sempre sozinho e gosta de ir a uma lanchonete e neste local ele irá conhecer a jovem Teri/Alina (Chloë Grace Moretz) que será o estopim para as revelações do decorrer da trama.

Logo Robert irá descobrir que a garota tem problema com o chefe que é um agenciador de mulheres. Depois de ser brutalmente espancada ele irá revelar um lado um tanto inesperado, até mesmo para o espectador, pelo nível das habilidades que apresenta. Quando tenta comprar a liberdade da moça a fim de que possa seguir sua vida em paz a personagem terá que dar um passo indesejado de volta a um passado que queria esquecer. Ali fará justiça com as próprias mãos contra homens que ele não imaginava os problemas que trariam.

Este grupo que agenciava garotas era um dos braços de uma poderosa máfia russa que não deixará a morte de um dos seus passar livremente. Eles enviam um homem especialmente destacado para tais situações. Uma pessoa fria, implacável e cruel que não medirá esforços para saber quem causou aquele embaraço à organização. Só que Robert não é uma pessoa qualquer e usará o melhor de seus recursos para impedir e suprimir esta ameaça.

O longa tem um ritmo muito bom no geral, uma trama simples, que não busca explicar tudo esmiuçadamente, apenas informa o estrito necessário sobre o herói e o rival, detendo-se muito mais nas ações dos envolvidos do que em palavras. Numa obra em que uma cena vale mais que mil palavras, “O Protetor” é aquele tipo de filme que demonstra que é possível fazer um trabalho no gênero sem ser repetitivo. A forma como o protagonista elimina as ameaças foge do trivial sem deixar de ser divertida e sua habilidade praticamente nunca é igualada, não importa o quão difícil possa parecer. Alguns problemas persistem como a simplicidade das razões que motivam tudo, não é que precisasse ser algo elaborado, mas fica um tanto esvaziado demais.

As cenas em geral ficaram um tanto entrecortadas, tentando esconder a clara dificuldade que Denzel já apresenta nas tomadas mais exigentes. Outro bom ponto a se avaliar é que Robert é apresentado como alguém insuperável, quase inumano, e tal regra se mantém até o final. Isso foi bastante divertido de se ver, embora fosse mais interessante terem conseguido um rival à altura, apenas enchem a bola do inimigo principal a todo instante, mas ele nunca faz jus à fama. Alguns momentos são deixados de mão exageradamente e isso compromete um pouco o entendimento de certas cenas, como a invasão ao QG no finalzinho. No mais é uma produção bem agradável de ser vista com um bom equilíbrio positivo ao final.

Intensidade da força: 7,5

Deixe seu comentário