Hércules

Título Original– Hércules
Título Nacional- Hércules
Diretor– Brett Ratner
Roteiro– Ryan Condal/Evan Spiliotopoulos
Gênero- Ação/Fantasia/Aventura
Ano- 2014

– Mais humano, menos divino…

É com essa aposta que o filme baseado num dos mais famosos filhos de Zeus se ancora. Com o carismático Dwayne Johnson protagonizando a aventura mitológica, a busca aqui é por um foco mais realista, desmistificando um pouco as famosas lendas que se criou nos tempos antigos. Apesar da recepção morna de público e crítica, o filme não é nenhum vexame e cumpre seu papel dentro das próprias limitações que se impõe, seja pelo elenco ou pelas bases de sustentação.

Tudo começa com um jovem contador de histórias. Ele está preso e prestes a ser sacrificado por um grupo de guerreiros e com o intuito de retardar sua execução ele conta a lenda do jovem Hércules e seus desafios mais famosos, os 12 Trabalhos. Reza a lenda que teriam sido impostas tarefas ao filho bastardo de Zeus com uma humana para que ele conseguisse livrar-se da perseguição de Hera, enfurecida pela traição do marido. No meio da narrativa eis que chega o próprio, envolto com a manta do Leão da Nemeia conhecido por ter a pela impenetrável. Só que algo parecia diferente com este Hércules e o homem sobre-humano das lendas não parecia assim tão divino.

Ele salva o jovem que revela ser seu sobrinho e pouco a pouco os demais se apresentam: Autolycus (Rufus Sewell), Tydeus (Aksel Hennie), Atalanta (Ingrid Bolsø Berdal) e Amphiarus (Ian McShane). Este time era o responsável pela boa fama do guerreiro Deus naqueles tempos e, ao contrário do que as histórias contavam, era o trabalho de todos que permitia sua invencibilidade. É nesta toada que o longa se apoia. Uma boa ideia, diga-se de passagem, mas que perde seu propósito no meio do caminho com escolhas para lá de duvidosas que destroem aquilo que o próprio cria.

Com um roteiro bobo e que ainda consegue se contradizer, mesmo que não seja sem uma “explicação”, a mesma é vazia e conveniente, dando a impressão de falta de criatividade dos responsáveis por esta parte do filme. No restante dos aspectos técnicos não há muito que mencionar a ponto de merecer elogios, a direção alterna bons e maus momentos, as constantes lutas dão um ritmo intenso, mas que não convencem muito já que não há uma motivação trabalhada para o grupo de mercenários. Os atores envolvidos desempenham suas funções a contento com destaque para a liderança de The Rock, um pouco menos largo fisicamente, mas ainda bastante forte. A norueguesa que interpreta Atalanta também se destaca quando aparece e o alívio cômico fica por conta do experiente Amphiarus e de Ioalus (Reece Ritchie).

No final tem-se um filme divertido e que serve a seu propósito de entreter sem maiores preocupações. Não espere nada grandioso ou alguma surpresa. É aquele feijão com arroz típico, mas neste caso não chega a ser um prato desprezível como outros exemplares que já foram exibidos este ano, como o Legend of Hércules que chegou ao país com o mesmo título deste, mas é assombrosamente ruim.

Intensidade da força: 5,5

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