Vizinhos

Título Original- Neighbors
Título Nacional- Vizinhos
Diretor- Nicholas Stoller
Roteiro- Andrew J. Cohen/Brendan O’Brien
Gênero- Comédia
Ano- 2014

– Guerra na vizinhança…

E se um grupo de jovens adolescentes viesse morar ao seu lado, numa pacata área residencial e tirasse o sossego necessário para que sua filhinha de alguns meses fosse criada? Como você reagiria? Tentaria racionalizar com os novos moradores ou já partiria para o confronto? Numa perspectiva geral, Vizinhos trata dessas opções e as coloca dentro da realidade americana, muito mais fácil e até civilizada para ser enfrentada.

Mac Radner (Seth Rogen) e Kelly Radner (Rose Byrne) são um casal em adaptação à nova realidade de criar um filho. A mulher tenta conciliar a dedicação exclusiva à filha com o tédio da tarefa, enquanto o marido continua o trabalho e esforça-se para ser um bom companheiro ainda que sinta falta também das aventuras dos tempos da adolescência. Não havia grandes problemas na relação dos dois até Teddy Sanders (Zac Efron) chegar à casa ao lado e de cara já impor desconfiança aos mais velhos. O jovem era líder de uma fraternidade, nos EUA, muito conhecida pelas festas homéricas e constantes confusões por onde se instalam.

No início eles tentam uma conciliação com o grupo de jovens, mas obviamente as coisas não seguem como o planejado e rapidamente sairão do controle com ambos os lados fazendo de todo o possível para manter seus postos. Em meio a este embate, muitas confusões, armações e algumas risadas esperam pelos espectadores. O longa usa e abusa dos diálogos para abordar como as partes se sentem quanto a crise estabelecida. Num plano mais distante é possível visualizar uma crítica à juventude americana e sua falta de rumos, enquanto para o casal há muitos momentos que vão desde encarar os desafios de uma vida a dois até pequenas crises por saudade das vidas irresponsáveis que os jovens costumam levar.

No geral Vizinhos é uma comédia que consegue fazer rir, não é primorosa, nem inteligente, mas consegue se manter firme boa parte do tempo com poucos escorregões para as bobagens e exageros que normalmente permeiam os filmes em que Seth Rogen se envolve. Neste ponto vemos marcas típicas de seus trabalhos, como as piadas usando filmes para referência, a crítica à juventude americana e sua falta de preparo para encarar a transição para a fase adulta. Vale a pena arriscar para quem gosta do gênero ou simplesmente quer ir ao cinema para simplesmente divertir-se sem maior compromisso.

Intensidade da força: 6,0

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