Transformers: A Era da Extinção

Título Original- Transformers: Age of Extinction
Título Nacional- Transformers: A Era da Extinção
Diretor- Michael Bay
Roteiro– Ehren Kruger
Gênero– Ação/Ficção
Ano– 2014

– A epopeia dos exageros…

Michael Bay é uma figura marcante em Hollywood, especialmente pela polêmica que envolve os bastidores dos seus filmes e as famosas fofocas sobre como ele lida com as jovens atrizes que emprega em suas produções. No plano cinematográfico os problemas são mais importantes e preocupantes, com uma filmografia extensa e repleta de recordes de bilheteria ele traz à tona toda a indignação dos amantes do cinema puro em que se busca expressar sentimentos e realidades usando os recursos visuais.

Bay é a síntese do capitalismo e do marketing agressivo, a estrutura simples de seus trabalhos preza muito mais pela impressão seca e vazia do que qualquer tipo de conteúdo, tudo isso com o fim de atrair o máximo de pessoas, alavancando os lucros. Opiniões à parte, o cara sabe fazer isso e Transformers continua, quando deveria ter acabado no primeiro, arrecadando massivos números de bilheteria, mesmo que os críticos o arrasem de maneira ainda mais dura do que nunca. Nada parece abalar essa mística estranha que os filmes de um dos cineastas mais questionados do meio exerce.

A história prossegue após os eventos de Transformers: O Lado Oculto da Lua. O mundo se adapta a viver sem os visitantes alienígenas, que se preparam para sair do planeta, ou assim pensava uma parte das autoridades. Agindo em segredo, dentro do próprio governo, a CIA, por intermédio de Harold Attinger (Kelsey Grammer), caça os rôbos restantes, ocultando o fato de que perseguia também os autobots. Isso tudo serve para atender aos desejos do mais novo perseguidor dos heróis, agora representado por Lockdown, um robô também, mas que parece agir sob as ordens de um outro grupo, brevemente introduzido, mas sem maiores detalhes. Estes seres teriam construído os Transformers para um fim e estavam descontentes com a mudança dos rumos que eles haviam dado em seus destinos.

Numa pacata cidade do interior do Texas o inventor Cade Yeager (Mark Wahlberg) vive com sua filha Tessa Yeager (Nicola Peltz), o pequeno núcleo passa por problemas financeiros, pois Cade não consegue inventar nada que faça sucesso. De repente ele adquire um caminhão gigante que poderia ser a solução temporária para a crise financeira. Sem saber, porém, que se tratava do líder dos Autobots, Optimus Prime. Assim que descobrem de quem se tratava, os agentes do governo invadem a propriedade revindicando o arrebentado herói. A partir daí um novo embate irá começar e agora envolverá os humanos que tentam usar a tecnologia dos Transformers para criar um exército sob seu comando e o líder dessa ideia era Joshua Joyce (Stanley Tucci).

Numa busca pela verdade ao mesmo tempo em que tentam preservar os poucos remanescentes de seu grupo, os Autobots terão que lidar com estas ameaças na situação mais desfavorável que já encararam. A execução de tudo isso é a pior possível, mesmo para o nível comum aos demais filmes da franquia. A saída de Shia LaBeouf fez bem, pois Mark Wahlberg é menos irritante do que o jovem protagonista dos longas anteriores, mas o casal apaixonado dessa versão é o pior já utilizado em toda as versões. Tessa e Shane Dyson (Jack Reynor) representam (ou tentam) de maneira sofrível seus papéis e em alguns momentos a falta de expressão do casal beira o inadmissível para alguém que está num filme em Hollywood de tamanha visibilidade. Tudo bem que Bay gosta de tratar com atores de menor expressão por serem mais fáceis de manipular, mas estes dois são simplesmente intragáveis.

No plano dos robôs as críticas de sempre se fazem pertinentes. Não há desenvolvimento de nenhuma das personagens. À exceção de Optimus, que já tem sua marca determinada por ser o principal dos robôs e vir dos últimos 3 filmes, os demais não tem qualquer detalhamento sendo apenas jogados na tela como se não tivessem qualquer valor para ser desenvolvido. Bumblebee, outro que está presente desde sempre, participa tão pouco que só é sabido alguma coisa sobre devido à soma dos anteriores. A história, se é possível dizer que existe uma, é a pior desenvolvida até então, com reviravoltas previsíveis, improváveis e forçadas que desafiam a percepção e insultam o raciocínio do espectador sem o menor pudor ou receio.

No âmbito visual continua um espetáculo. É lindo. Os rôbos são super detalhados e vê-los transformar continua um show, mas bem menor do que antes, pois a repetição tira o brilho e interesse do que antes era novidade. A introdução dos aguardados Dinobots é simplesmente patética, eles aparecem, submetem-se às ordens de Prime depois de uma pancadaria para lá de corrida na última parte do filme. A duração é ainda maior que os outros três, beirando 3 horas de duração, o que ocasiona cansaço e entedia a plateia. Apesar das críticas já virem sendo duras com os filmes desde sua segunda versão, o Power Cinema sempre buscou contemporizar e ressaltar os pontos positivos, mas dessa vez pouco restou e a insistência nos mesmos erros e os poucos acertos fazem desse Transformers uma maratona que testa os limites da paciência de quem assiste. Mesmo um fã dos desenhos encontrará dificuldades para achar algo que valha a pena nesta produção. Uma pena, e ainda mais desesperador é notar que a possibilidade de continuação é muito real devido aos bons números de bilheteria que vem alcançado até então.

Intensidade da força: 4,5

2 opiniões sobre “Transformers: A Era da Extinção”

    1. Nem fala Márcio, quando olhei para o relógio e vi que já tinha se passado quase 2 horas e os dinobots não tinham aparecido eu falei: “PQP! O filme é a era da extinção do tempo!:P

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