Transcendence – A Revolução

Título Original- Transcendence
Título Nacional- Transcendence – A Revolução
Diretor– Wally Pfister
Roteiro– Jack Paglen
Gênero- Drama/Romance/Ficção
Ano- 2014

– Não ascende…

Com um título sugestivo, tanto para o inglês, como para o português, o longa estrelado por Johnny Depp (Will Caster) chega ao Brasil sem muito alarde, mas trazendo certo interesse pela presença do famoso ator.Com uma trama supostamente interessante a atenção elevou-se ainda mais para conferir o resultado final. Também é uma boa oportunidade para rever o artista num papel diferente do pirata Jack Sparrow e comprovar ou não se ele está conseguindo desvencilhar-se das características da personagem mais marcante de sua carreira.

Aqui ele interpreta um renomado cientista que busca superar as barreiras tecnológicas criando uma inteligência artificial capaz de ser autoconsciente e assim simular comportamentos humanos. A desconfiança de certas pessoas conduz ao extremismo contra tal ideia e uma espécie de grupo terrorista nasce sob a liderança de Bree (Kate Mara). Esta organização visa impedir de qualquer maneira a concepção de tal criação, mesmo que para isso tenha de valer-se do uso de violência mortal.

Num atentado contra os líderes da pesquisa eles tentam interromper definitivamente o processo, atingindo também Will. O método empregado é cruel, mas com 100% de possibilidade de vitória. Ele é envenenado por um material radioativo extremamente potente e de impossível controle. Os dias do cientista estavam contados. É a partir desse momento que sua mulher, Evelyn Caster (Rebecca Hall) e seu amigo Max Waters (Paul Bettany) unem-se para por em prática o desesperado plano de criar a inteligência artificial, para isso transferem a mente de Will para um supercomputador, esperando assim atingir dois objetivos num só; manter o pesquisador vivo, mesmo que apenas sua mente, bem como alcançar o feito científico.

O objetivo é alcançado, mas não como eles esperavam e as coisas começam a fugir do controle. Numa onda de acontecimentos previsíveis e desinteressantes essa nova tecnologia se tornará uma ameaça e eles terão que contê-la. Com muitas inconsistências de roteiro, dentre eles o foco exagerado no romance entre Evelyn e Will, usando dos mais simplórios truques do gênero, Transcendence é uma obra fraca no geral, sem grande destaque em nenhum aspecto. As atuações parecem estar no automático, inclusive Johnny Depp, que não encontra o balanço entre sua versão humana e a artificial. Rebeca Hall resume-se a ser a típica mulher sofrida e arrependida, enquanto do lado dos terroristas uma série de acontecimentos forçados e pouco arquitetados culmina em soluções improvisadas sem nenhuma vergonha.

Uma produção que tinha um ponto de partida interessante para ser trabalhado é praticamente desperdiçada por completo pela preguiça dos roteiristas e da direção em encontrar soluções bem trabalhadas para os desafios e por apelar para os cansativos e pobres truques do drama amoroso com o fim de dar o impacto e crise à história para atrair maior atenção. Uma pena, pois conta com um bom elenco no geral, mas até isso não foi suficiente para transcender os percalços.

Intensidade da força: 5,0

2 opiniões sobre “Transcendence – A Revolução”

    1. Faz muito bem Márcio. O filme é bem comum e e não faz jus ao que muitos do elenco podem oferecer em termos de interpretação.

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