Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu Vou!

Título Original- Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu Vou!
Título Nacional- Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu Vou!
Diretor- Marcus Bladini
Roteiro– Monica Martelli/ Patricia Corso/ Susana Garcia
Gênero– Comédia/Romance
Ano– 2014

– Dedo podre…

Essa famosa expressão do meio feminino talvez seja a mais adequada para resumir o drama de Fernanda (Monica Martelli) a protagonista dessa comédia nacional que consegue apresentar bons momentos em algumas passagens, embora seja bastante superficial numa análise mais a fundo. Com uma atriz não tanto badalada a obra chamou atenção pela simpatia trazida em suas exibições promocionais e não há muita diferença para isso no produto final.

A história é só um pretexto para o drama da personagem principal. Ela está chegando na fase crítica em que busca um relacionamento mais sério, mas não consegue encontrar um par que atenda as suas expectativas, que parecem pequenas, mas no desenrolar dos eventos, se mostrará não tão simples assim. No fundo ela quer alguém bonito, bem sucedido e cavalheiro, mesmo que em sua passagem pela Bahia um destes pré-requisitos não esteja presente os mesmos são compensados pela maior intensidade dos demais.

O filme tem uma linha sucessiva e repetitiva. É uma constante de esperança, excitação e desilusão, para repetir-se logo em seguida, não há surpresas a opção é a mais simplória possível, porém, a forma como é contada ajuda, recheada de piadas e até situações inusitadas, contribuindo para que tal rotina pareça apenas uma sensação ou mesmo passe despercebida pelos mais desatentos. O trio principal, composto por Monica, o famoso Paulo Gustavo (Aníbal) e Daniele Valente (Nathalie) tem boa sincronia e suporta bem a responsabilidade de carregar a obra.

Com participações de nomes globais como Humberto Martins (Robertinho), Herson Capri, Marcos Palmeira (Tom) e Eduardo Moscovis (Juarez) para atrair o público menos acostumado com o cinema, a obra entretém no geral, mas como trabalho cinematográfico é fraco. A união de nomes menos badalados à frente da produção colabora, somando diversidade e frescor. Não dá para apontar a maneira certa para construir um filme mais bem acabado, pois é visível que a intenção era a exibida, e nisso é bem executado, entretanto, só isso é insuficiente para ter um trabalho bom. Vale a pena assistir para divertir-se sem maiores preocupações, mas fica só nisso.

Intensidade da força: 5,5

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