Malévola

Título Original- Maleficent
Título Nacional- Malévola
Diretor- Robert Stromberg
Roteiro– Linda Woolverton/Charles Perrault
Gênero– Aventura/Fantasia
Ano- 2014

– O outro lado da moeda…

E se uma das histórias clássicas infantis fosse recontada sob o ponto de vista do vilão? Como ficaria? Qual a impressão final deixada? Estas são algumas perguntas que foram levantadas quando Malévola foi anunciado. O longa busca apresentar a história da Bela Adormecida pelo lado da bruxa. Só que a Disney não se limitou a apenas isso. Foram feitas algumas adaptações a fim de que isso fosse possível. Será que deu certo? Isso só vocês podem decidir após assistirem e lerem as impressões trazidas pelo Power Cinema!

Num mundo fantástico existiam dois reinos que não coexistiam muito bem. Um deles era habitado pelos humanos. Eles tinham um rei que não ligava para o bem estar de seus súditos. Enquanto os Moors eram criaturas mágicas de todo tipo e viviam felizes, sem nenhum comandante que criasse desigualdade entre eles. Entre estes seres mágicos estava a doce e bondosa Malévola(!) (Angelina Jolie), ela era uma das fadas, juntamente com as conhecidas Fauna, Flora e Primavera que no filme são Flittle (Lesley Manville), Imelda Staunton (Knotgrass) e Thistletwit (Juno Temple). Certo dia o humano Stefan (Sharlto Copley) aparece em seu reino e toma uma pequena pedra, imediatamente os guardas tentam impedi-lo, e é quando Malévola o conhece.

Os dois tornam-se bons amigos, mas isso não faz com que Stefan esqueça suas frustrações e se afunde num desejo irrefreável por poder. Quando a oportunidade aparece ele precisaria de uma prova da morte de Malévola ele então a trairá e a partir daí ela deixará de acreditar no amor. Sim, é bem bobo, mas não se poderia esperar algo muito diferente de uma das histórias mais voltadas para crianças que existe. A Disney nunca se propôs a fazer uma versão “dark” deste conto, apesar de que em certos momentos deu essa impressão no marketing realizado. Ainda que no longa persistam momentos escuros e ameaçadores, o manto principal ainda é predominantemente infantil.

Magoada com a traição de seu amigo e amor, Malévola comparece à cerimônia de nascimento de Aurora e lança a famosa praga do sono, já esperada por todos. A partir daí quase tudo é novo e muito bem criado, diga-se de passagem. Os roteiristas foram bastante felizes na difícil tarefa de reimaginar esta história, mantendo aspectos chave ao mesmo tempo em que teriam de repensar boa parte do restante.

Ainda que seja bem bobinho na essência não é algo que incomode, pois Angelina Jolie é uma grande atriz e consegue entregar a seriedade necessária para que o apresentado fique crível. Elle Fanning (Aurora), versão 2.0 de sua irmã mais velha Dakota, está realmente digna do título de Bela Adormecida e ainda que sua participação seja pequena, não deixa de ser fundamental por seu intenso carisma a todo instante que aparece.

No final Malévola é um filme muito bom e até surpreendente. É até difícil classificá-lo com uma nota, tendo em vista que possui restrições que não poderiam ser transpostas sem que a essência fosse desvirtuada. Ainda assim conseguiram realizar um trabalho muito sólido, divertido e criativo que deve agradar a maioria daqueles que forem conferir. É recomendável para os pequenos de hoje em dia também, pois tem um balanço muito equilibrado entre inocência e ardil, mas que não compromete o público infantil.

Intensidade da força: 8,0

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