A Culpa é das Estrelas

Título Original- The Fault in Our Stars
Título Nacional- A Culpa é das Estrelas
Diretor- Josh Boone
Roteiro– Scott Neustadter/Michael H. Weber
Gênero- Romance/Drama
Ano– 2014

– Carpe diem…

Aproveite a vida, ela é uma só. E pode ser muito curta, portanto não perca as oportunidades que batem à sua porta. Com mensagens otimistas, dentro de um cenário pessimista, A Culpa é das Estrelas chegou aos cinemas com bastante expectativa, por basear-se num livro famoso de John Green, pela intensa campanha de marketing e por ser o primeiro grande lançamento do gênero romance do ano. Protagonizado por uma das grandes promessas do cinema feminino atual, Shailene Woodley (Hazel) traz para a telona a encarnação de uma paciente com um câncer muito grave e desacreditada pelos médicos.

Tudo começa a mudar para Hazel, quando outro jovem, Augustus Waters (Ansel Elgort), aparece numa das sessões de grupo de apoio que os pais de Hazel a fizeram comparecer. Com uma atitude muito animada e ousada ele conquista a atenção da desiludida doente e a faz acreditar que a vida ainda valia a pena ser vivida. O filme basicamente se passa dentro dessa premissa. A jovem crê que é um estorvo na vida dos que a rodeiam e por isso acredita que anular-se é a melhor maneira de fazê-los acostumar-se com sua ausência anunciada. Contudo, o garoto alegre e inspirador enche o coração da sofrida garota.

Com um desenvolvimento muito bem balanceado entre as agruras da doença e o reviver trazido por Augustus, o longa consegue abordar um tema delicado sem pender para nenhum lado ou ficar apelativo, ainda que faça uso das manobras emocionais típicas do gênero romance. Neste caso elas funcionam positivamente boa parte do tempo, pois trazem o alívio necessário para encarar toda a carga do problema apresentado. Ainda assim, especialmente na parte final, há certa previsibilidade, pois a fatalidade já era anunciada desde o começo dessa trama. Porém, a forma como foi trabalhada é que não ficou muito bem ajustada, seguindo a velha fórmula da alegria-crise (que pode ser dividida em dois momentos)-reconhecimento.

Esperar que esse trinômio característico fosse rompido seria sonhar demais, mas no caso deste título era possível o tratamento ter sido um pouco mais bem ajustado. Da maneira concebida ficaram alguns estereótipos, a exemplo da personagem Van Houten (Willem Dafoe). Mesmo que tais contratempos estejam presentes também na obra literária, no momento que foram adaptados para outro formato deveria ter-se pensado melhor em como tratá-los.

De toda forma, o filme é muito bom no geral, com uma atuação intensa de Shailene, que pode começar a ver sua carreira alavancar definitivamente com Divergente e o presente trabalho. O jovem que interpreta Augustus, Ansel Elgort, também consegue trabalhar muito bem, num papel arriscado em que a medida entre o galã e pateta poderia ser facilmente perdida. No restante não existe muito mais a ser discutido. Apenas sentir as intensas emoções reservadas e as bonitas e encorajadoras lições trazidas por este ótimo filme.

Intensidade da força: 8,0

2 opiniões sobre “A Culpa é das Estrelas”

  1. Eu não achei que ficou mau ajustada o lance da “tragédia” no filme, na verdade para mim foi até surpreendente fazerem uma escolha que fugiu da escolha óbvia de todos que estavam acompanhando a história.

    Tem seus clichÊs é verdade, mas os atores estão excelentes, a história é muito romântica e é divertido nos momentos certos.

    Um filme incrível para mim e que foi acompanhado de ninjas cortadores de cebolas.

    1. O lance da fatalidade era aguardado, por isso era difícil contorná-lo de alguma maneira, ainda sim conseguiram fazê-lo de maneira interessante, mas era inescapável até por causa da obra literária que também deve ser assim.

      Eles tentam contornar a previsibilidade com uma manobra ainda mais manjada, surpreender com alguém inesperado, não ficou ruim, mas nesse caso talvez fosse melhor manter o rumo como tudo ia se desenhando, ao menos a meu ver.

      O importante é que é uma boa obra no geral.

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