X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Título Original– X-Men: Days of Future Past
Título Nacional– X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
Diretor– Bryan Singer
Roteiro– Simon Kinberg/Jane Goldman
Gênero- Ação/Ficção/Aventura
Ano– 2014

– Futuro que promete…

É a sensação que fica após o término da sessão do novo filme sobre os X-Men. Uma das propriedades que continua fora do alcance de seus criadores, mas que recebe mais uma produção digna do bom conteúdo que possui. Aqui será possível passear entre o futuro/passado representado pela primeira trilogia e no presente/futuro do que vem sendo apresentado no cinema. Depois do excepcional First Class a responsabilidade era muito grande, mas o time envolvido conseguiu manter a tocada firme do antecessor e trouxe uma das melhores histórias dos mutantes para a telona. O trabalho ficou digno de elogios.

Existia uma nuvem de dúvida que pairava com a saída de Matthew Vaughn e o retorno de Brian Synger, que não vinha de bons trabalhos recentes. Tal desconfiança foi bastante diminuída com os trailers e o trabalho final apenas certificou as ótimas escolhas de elenco, roteiro, narrativa, direção, efeitos visuais, montagem, tudo em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido funciona muito bem e há muito pouco a se mencionar em termos de correção.

A história começa no futuro, momento em que os X-Men e humanos que os apoiam são caçados impiedosa e incansavelmente pelas Sentinelas. Os autômatos estão mais letais que nunca e tem a capacidade de adaptarem-se ao inimigo durante a luta, usando formas de contra-atacar perfeitas e vitimando um a um cada mutante. O grupo composto por Kitty Pryde (Ellen Page), Iceman (Shawn Ashmore), Colossus (Daniel Cudmore) e Bishop (Omar Sy) vive dia a pós dia fugindo dos inimigos indestrutíveis utilizando um dos poderes de Kitty que permitia transferir a mente de cada um deles para um instante no passado. Só que isso já estava se tornando inútil à medida que os ataques das sentinelas tornavam-se mais e mais ferozes e constantes.

Será quando Professor X (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Tempestade (Halle Berry) e Wolverine (Hugh Jackman) chegarão com um plano desesperado, mas que poderia resolver aquela situação crítica que viviam. A solução era enviar um deles ao passado e assim evitar que uma série de acontecimentos levasse o Bolivar Trask (Peter Dinklage) a ter o apoio do governo para construir as Sentinelas. A questão é que os riscos envolvidos eram grandes demais e somente Wolverine conseguiria sobreviver a tais desafios. Sua mente então retorna ao passado e ele terá que procurar as versões jovens de Charles Xavier (James McAvoy), Magneto/Erik Lehnsherr (Michael Fassbender) e convencê-los da ameaça futura.

Só que Xavier estava desiludido com o golpe dado por Magneto no final do último longa e tentava controlar seus poderes com o remédio desenvolvido por Hank McCoy/Fera (Nicholas Hoult). Reviver nele os sentimentos de outrora seria uma tarefa para lá de complicada para o impaciente Wolverine. O plano passava por impedir Mística (Jennifer Lawrence) de executar uma série de assassinatos que resultariam numa onda de medo aos mutantes e consequente perseguição deles apoiada nas armas de Trask. Falar mais a respeito resultaria em muitos detalhes que poderiam incomodar quem ainda não assistiu. A verdade é que a luta será muito difícil e os interesses de cada um irão colidir nessa luta pela sobrevivência não só dos mutantes, mas da humanidade.

O filme conta com um desenvolvimento constante, progressivo que culmina numa cena final intensa, colidindo a crise temporal nos dois planos. Tudo é construído de uma forma muito acertada em que cada personagem tem seu momento, sua importância e o destaque vai para a dupla James McAvoy e Michael Fassbender (redundante) carregando o longa nas costas com interpretações excepcionais mais uma vez. McAvoy mostra seu imenso talento contrastando com muita qualidade as crises de desilusão e indignação o que rende ótimos momentos. Hugh Jackman também está muito bem e encontra o balanço certo para sua personagem, muito melhor do que em suas aventuras solo nos longas do Wolverine.

No final temos uma obra intensa com drama, momentos impagáveis protagonizados pelo excelente Evan Peters (Peter/Quicksilver), embates grandiosos, tudo que uma trama que envolve a importância desse arco tem que ter. Há muito pouco a ser considerado como passível de melhorias neste ótimo título. Tudo funciona como deve e resulta em dos melhores filmes do gênero já concebidos, muito próximo de Dark Knight e The Avengers. Tem outro aspecto que vale a pena ressaltar e trata-se da constatação de que é possível realizar um filme de qualidade utilizando a criação da Marvel, sem que seja somente ela mesma à frente da concepção. Não deixem de conferir o que deve ser uma das melhores obras do ano.

Intensidade da força: 10,0

4 opiniões sobre “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”

  1. Você dar um 10 é algo tão raro quanto o Vitória vencer um jogo hehehe

    Realmente é um filmaço, só não me empolguei tanto com ele assim mas de qualquer forma também estou bastante esperançoso das franquias que estão por vir.

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