Godzilla

Título Original– Godzilla
Título Nacional– Godzilla
Diretor- Gareth Edwards
Roteiro– Max Borenstein/Dave Callaham
Gênero- Aventura/Suspense/Ficção
Ano- 2014

– Fica só na tensão…

…Aquele teaser dos soldados caindo de paraquedas, a câmera interna pegando a respiração do que seria o protagonista, enquanto caem eles visualizam a cidade devastada e um monstro enorme que seria o suposto causador de tudo aquilo. Assim Godzilla foi apresentado, com uma ideia de grandiosidade, tensão e intensidade, porém nada disso se reflete no produto final, ao menos na quantidade que sugeriria. Muito mais focado no desenvolvimento, na preparação, quando as coisas começam a acontecer efetivamente o interesse já está em baixa, mesmo que haja toda uma névoa de expectativa até estes momentos.

As grandes nações ocultam um segredo importante. Um ser gigantesco que habita o fundo dos oceanos. Eles haviam tentado dar cabo do estranho ser com armas atômicas, mas o que parecia ter sido efetivo demonstra ter sido insuficiente algumas décadas depois quando os pesquisadores Dr. Ishiro Serizawa (Ken Watanabe) e Vivienne Graham (Sally Hawkins) deparam-se com o fóssil do que parecia ser uma criatura semelhante. O problema é que juntamente com a ossada perceberam que algo havia saído dali e ido em direção ao mar. Mais alguns anos se passam e trabalhadores de uma usina nuclear no Japão morrem num desastre em que é apontado como causa um terremoto. Contudo, Joe Brody (Bryan Cranston) não se conforma com tal explicação e passa o resto de sua vida procurando respostas concretas a respeito do acontecimento, pois sua mulher Sandra Brody (Juliette Binoche) falece no acidente e o filho Ford Brody (Aaron Taylor-Johnson) passará o resto da vida sem saber lidar com esta perda.

No presente da história os fenômenos parecem repetir-se no mesmo padrão verificado anteriormente e é aí que o pai de Ford chama a atenção, pois a área do acidente passado está isolada e com as constantes incursões dele na área as autoridades japonesas chamam o filho para assumir a responsabilidade pelo parente. É aí que veremos o jovem Ford Brody, agora Tenente do Exército Americano, voltando para o lugar de lembranças tão sofridas. Lá ele encontrará seu pai bastante perturbado, mas longe da loucura como ele imagina, pois suas teorias absurdas seriam a resposta para os estranhos acontecimentos.

É nesse clima que o longa é trabalhado a todo instante, para introdução estava perfeito, mas no instante que continua apostando na mesma ideia, apenas trocando o contexto passa a ficar cansativo e, quando três quartos do filme resumem-se a isso, a coisa fica ainda mais agoniante para quem intenciona presenciar os embates entre os monstros e o Godzilla. O filme ainda abusa dos clichês quando faz uso da esposa de Ford, Elle Brody (Elizabeth Olsen), sendo que tudo é um tanto solto na história e não há muita ligação do espectador com o frio protagonista, que não é mal interpretado por Aaron Taylor-Johnson.

A verdade é que Godzilla não consegue convencer dentro das premissas que se propõe. Não é um filme sobre o monstro, este ser apenas está lá para compor, não é de ação em que o Tenente Ford seria o super humano que confrontaria o monstro (até aí tudo bem), mas seus momentos de suspense até o clímax se alongam demasiadamente e chegam a um desfecho para lá de banal e previsível, mesmo não sendo em todo ruim. Não é que seja um filme descartável, mas não consegue atender à própria expectativa que se impõe. O bom é que vem indo bem na bilheteria e isso pode estimular os estúdios a terem mais confiança em produções do estilo. Mesmo não sendo perfeito ainda é melhor que outros gêneros para lá de batidos.

Intensidade da força: 6,5

2 opiniões sobre “Godzilla”

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