Divergente

Título Original- Divergent
Título Nacional– Divergente
Diretor– Neil Burger
Roteiro– Evan Daugherty/Vanessa Taylor
Gênero- Aventura/Romance/Ficção
Ano- 2014

– Poucas divergências…

…Dentro da mesmice que acompanha as adaptações de obras literárias que conheceram uma fama rápida e grande nos últimos tempos. Aqui a bola da vez é aquela que conseguiu maior destaque após Jogos Vorazes, Divergente, uma história que segue uma cartilha semelhante à do provável inspirador, se apoiando em uma abordagem um tanto diferente para apresentar sua proposta. Até mesmo a forma como foi concebido para o cinema se aproximou à do rival mais famoso. Com atores bons compondo o elenco como a protagonista Shailene Woodley (Tris) e Kate Winslet (Jeanine) entre outros bons nomes.

A história se passa num futuro não tão distante em que a sociedade se organizou em classes, determinadas pela vocação de cada pessoa. Aqueles altruístas iam para Abnegação, os destemidos iam para a Audácia e a lista segue passando por Erudição, Franqueza e Amizade. Cada um com seu papel naquela organização social e, dessa forma, todos cumpriam suas tarefas ordeiramente. Porém, havia um problema, e se alguém não se encaixasse em alguma dessas classificações? Tais pessoas eram os Divergentes e quando descobre ser um desses, Tris fica perdida sobre qual caminho seguir.

Na cerimônia de escolha ela vai para a Audácia, onde conhecerá Quatro(Theo James). Inicialmente ele se mostra alguém fechado e severo, mas com o tempo de convívio os dois se aproximam. O romance, apesar de existir, é perfeitamente tolerável e não está lá como ponto principal, mas apenas para dar mais envolvimento das personagens com quem acompanha a história. Depois de passar por muitos testes os dois irão se deparar com uma ameaça maior do que apenas à suas vidas e terão que enfrentar muitos perigos para conseguirem se salvar.

O filme teve uma recepção razoável nos EUA em termos de crítica, enquanto a bilheteria rendeu uma boa quantia nessas poucas semanas em que está sendo exibido. De fato não é uma obra descartável, com atuações satisfatórias dos envolvidos, não há muito a questionar nesse ponto. Todavia o roteiro conduz mal o ritmo e deixa muitas coisas acontecerem de maneira repentina e atropelada em sua parte final comprometendo o equilíbrio. Por fim, a razão inicial que motiva toda a ação é muito pouco convincente, ainda que permita mudanças futuras, pois este é apenas o primeiro de outros três filmes que serão produzidos. Comparativamente àquele ao qual se assemelha Divergente fica para trás e, tendo em vista, que Jogos Vorazes não é nenhuma maravilha o que se tem aqui é uma obra apenas mediana.

Intensidade da força: 6,0

2 opiniões sobre “Divergente”

    1. O filme tem uma premissa interessante Márcio acho que você até vai concordar, mas não sei se será tão condescendente como fui quanto a opinião final, pois há uma certa simplificação (para pior) da obra durante o discorrer, mas no geral não chega a ser ruim não.

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