Caçadores de Obras-Primas

Título Original– The Monuments Men
Título Nacional– Caçadores de Obras-Primas
Diretor– George Clooney
Roteiro– George Clooney/Grant Heslov
Gênero– Guerra/Histórico/Biografia
Ano– 2014

– Não merece ser salvo…

Aproveitando-se de uma história interessante o longa reúne um elenco forte para contar certos acontecimentos. Contudo, nem mesmo com estes ingredientes é capaz de construir um filme realmente bom. A história se passa no período da Segunda Guerra Mundial em que o governo Hitler, além de espalhar o terror pelo mundo, resolve também destruir tudo que o representava. Nisso consistia a base da ofensiva do Ditador alemão que começou uma caça às obras de arte a fim de também controlar este meio de propagação do conhecimento. Com o intuito de salvá-las, Frank Stokes (George Clooney) reunirá um grupo de especialistas no assunto, mas não em guerras, para evitar tal destino.

Num ritmo bastante acelerado o líder já parte para a convocação dos “soldados” que irão participar da tarefa. Entre eles estavam: James Granger (Matt Damon), Richard Campbell (Bill Murray), Walter Garfield (John Goodman), Jean Claude Clermont (Jean Dujardin), Donald Jeffries (Hugh Bonneville) e Preston Savitz (Bob Balaban). Um time de atores realmente destacado, que ainda conta com Cate Blanchett (Claire Simone) fazendo o papel de uma curadora de um museu de Paris. Após a escolha eles partem imediatamente para a zona de conflito e lá perceberão que sua missão será ainda mais difícil.

Com uma proposta interessante e a mensagem de valorização da arte como algo tão importante como a própria vida humana, pois nestas criações estaria o que esta vida significa e representa, Caçadores de Obras-Primas não consegue traduzir as boas oportunidades em um longa bem construído. George Clooney, que se aventura aqui, mais uma vez na direção e também no roteiro não obtém sucesso em coordenar os rumos para um resultado final bom. As atuações são desinteressantes, pois os personagens são rasos e mal trabalhados. Não há pano de fundo para eles, então o espectador não cria um laço. O ritmo acelerado da cadeia de eventos também não é bem composto e os acontecimentos ficam soltos entre si, ajudando na sensação de ausência de um caminho.

O balanço é de um filme esquecível, muito embora reúna um bom elenco e tema. Poucas coisas funcionam a contento aqui e fica a sensação que mais parece um daqueles filmes em que se reúne um time grande de atores para apenas “se divertir”. O problema é que o que foi divertido para eles não causa a mesma reação no público e o saldo são os decepcionantes números de bilheteria e crítica, provando, neste caso o erro. Não chega a ser o tipo de atração não recomendável, na falta de opções pode até apresentar-se como algo aceitável, mas não merece sua prioridade.

Intensidade da força: 5,0

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