300: A Ascensão do Império

Título Original– 300: Rise of an Empire
Título Nacional- 300: A Ascensão do Império
Diretor– Noam Murro
Roteiro– Zack Snyder/Kurt Johnstad
Gênero– Guerra/Ação
Ano- 2014

– Descenso…

Era o que já vinha sendo prenunciado pelos trailers da continuação de 300. O seu lançamento apenas confirmou tal expectativa. A missão não era fácil para os envolvidos neste trabalho, manter o nível do original seria uma tarefa bastante árdua, tendo em vista o aspecto da originalidade que acompanha a primeira versão. Aqui o caminho escolhido foi o da segurança. Mantiveram-se alguns pontos chave que foram considerados determinantes para a boa impressão do anterior, enxertando algumas diferenças aqui e acolá, em especial na trama. Sai o vigor empregado inicialmente com Gerald Butler e entram o ardil e insanidade trazidos por Eva Green (Artemisia) e a cadência de Themistokles (Sullivan Stapleton).

A história percorre os eventos que vão desde os momentos do longa anterior, culminando em acontecimentos posteriores à medida que aproxima-se do desfecho. O interlúdio é basicamente o mesmo, mudando apenas o foco. Enquanto em 300 a luta se concentra na batalha do bravo grupo de guerreiros espartanos, neste temos a perspectiva dos gregos que buscavam conter o avanço Persa pelo mar. Após uma breve passagem em que se revelam as razões do desejo da invasão persa e são apresentados o novo herói Themistokles e da nova vilã Artemisia, os eventos avançam até o ponto em que irá se concentrar verdadeiramente a nova história.

O visual continua bem feito como antes e não se percebem imperfeições fortes. Todavia, o constante efeito “plástico” ainda um pouco característico das CG’s dá sinais de cansaço à medida que a obra se desenvolve. As interpretações em geral são aceitáveis, mas Themistokles é muito distante do carisma de Leônidas e o embate dele contra Artemisia carece de uma intensidade maior, compatível com a fúria da antagonista. Em termos de destaque temos uma trama que gira em torno dela e, para os brasileiros que esperavam uma aparição maior de Rodrigo Santoro (Xerxes), não foi dessa vez que o ator nacional conseguiu a atenção esperada. Para quem assistiu os trailers, as cenas em que ele surge na tela são praticamente as mesmas. Uma injustiça até, pois no pouco em que se apresenta, Santoro está muito bem, com inglês sem nenhum sotaque e boa dicção, mas por algum motivo ainda obscuro os executivos de Hollywood não tem a confiança suficiente nele para entregar-lhe um papel de protagonista.

Na direção Noam Murro se sai bem, mas sem grande destaque. Ele abusa da câmera lenta ao ponto do enfado, retirando a importância que o recurso deveria agregar aos momentos. O ritmo do filme é plano, não há um desenvolvimento. É apenas batalha, pausa, batalha, pausa, sem muita motivação, dando aos eventos pouca relevância. No final, a produção não consegue aproximar-se de seu irmão mais velho a não ser pelo visual, mas não chega a ser um desperdício de tempo e dinheiro.

Intensidade da força: 6,0

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