Um Final de Semana em Hyde Park

Título Original- Hyde Park on Hudson
Título Nacional- Um Final de Semana em Hyde Park
Diretor- Roger Michell
Roteiro- Richard Nelson
Gênero– Biografia/Drama/Comédia
Ano– 2012

– Amores de fim de semana…

Depois de muito atraso chega ao Brasil o filme que conta os bastidores da vida de um dos mais famosos presidentes americanos, Roosevelt (Bill Murray). O longa, severamente criticado pelo meio especializado por sua abordagem simplória dos fatos, não merecia tão pesados comentários. Conta com uma boa atuação de Bill Murray, conseguindo passar a fragilidade da personagem e também a sagacidade típica de um político.

A história se passa no período pós-grande depressão de 1929 que também coincidia com os movimentos pré-guerra na Europa. A Inglaterra se sentia ameaçada em sua força pela Alemanha e via na antiga colônia a oportunidade de ter um poderoso aliado e por isso o Rei George (Samuel West) e a Rainha Elizabeth (Olivia Colman) estavam indo ao país pela primeira vez. Em meio a toda esta agitação, a maioria das pessoas vivia cada dia sem maiores expectativas já que todos ainda sentiam-se pessimistas com a situação econômica. Assim também estava Daisy (Laura Linney) uma moça de família simples que vivia tranquilamente com sua tia. Só que tudo isso muda quando o Presidente a convida para um final de semana na casa de campo em Hyde Park.

Inicialmente era apenas para passar o tempo do governante. Ele tinha saúde frágil e não gostava de demonstrar essa fraqueza perante estranhos, sem falar que se sentia um tanto cansado de toda aquela vida agitada e estafante de Presidente dos Estados Unidos. Passar o tempo com sua prima distante do interior era uma ótima escapatória para todo o stress causado pela política. Então, nas idas e vindas à Hyde Park a relação dos dois se estreita e passam a ter um romance, retratado de maneira bem leve pelo roteirista e diretor. O que se buscou representar aqui é que, mais do que as mulheres e casos que tinha, a pessoa do Roosevelt era na verdade um homem de hábitos simples e que prezava pelo contato informal com outras pessoas.

Em meio a tantos relacionamentos (descobre-se que ele também tinha um caso com a secretária além de ter a esposa, Eleanor (Olivia Williams)) a vinda da família real inglesa é tratada como um evento bastante inusitado e o filme passa essa possível vivência de maneira bastante delicada. O retrato bem humorado dos monarcas ingleses incomodou bastante alguns críticos, mas é bem possível que não tenha sido distante do que realmente aconteceu e esta coragem da equipe envolvida na produção não foi avaliada de maneira justa. Prezou-se aqui a ousadia em contar uma história de como as pessoas realmente são e não do que gostaríamos que fossem, inclusive tema de uma das conversas entre o Presidente e o Rei.

No fim, Um Final de Semana em Hyde Park é um filme prazeroso de ser assistido, não traz a relevância que talvez merecesse a história que conta, mas há de saber se foi essa a intenção dos realizadores em algum momento. Com boas atuações dos envolvidos, em geral, não há muito que se repreender neste aspecto. Talvez a falta de um propósito na história seja seu maior problema e única razão coerente nos defeitos destacados pelos críticos. O filme começa e termina praticamente da mesma maneira, não há uma lógica de início, meio e fim. Apenas há um começo e nisso ele vai até os créditos finais. Os fundos musicais entendiam e aborrecem pela repetição, mas fora estes problemas vale a pena conferir.

Intensidade da força: 7,0

2 opiniões sobre “Um Final de Semana em Hyde Park”

  1. Vi o trailer desse filme várias e várias vezes no cinema, e desde a primeira até a última nunca senti vontade de assistí-lo.

    Bom saber que pelo menos foi prazeroso você tê-lo assistido, talvez isso faça um dia eu vê-lo na tv, quem sabe.

    1. Com certeza Márcio não será nenhum exercício de auto flagelo. A forma leve como é trabalhado deixa tudo mais fácil de ser digerido.

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