A Menina que Roubava Livros

Título Original– The Book Thief
Título Nacional– A Menina que Roubava Livros
Diretor– Brian Percival
Roteiro– Markus Zusak/Michael Petroni
Gênero– Drama
Ano– 2013

– Não rouba sua atenção…

Baseado no romance de Markus Zusak, o filme em análise busca mostrar a perspectiva de pessoas comuns frente ao drama da guerra. Quem assume a frente dessa visão é a jovem Sophie Nélisse (Liesel) que é abandonada pela mãe devido à perseguição do governo alemão àqueles que não se alinhassem com sua visão. Ela é deixada com o casal Rosa (Emily Watson) e Hans (Geoffrey Rush) que ganhavam uma ajuda do governo por acolher a criança.

Descontente por estar naquela situação, Liesel pensa em fugir, mas o carinho de Hans e o sempre presente Rudy (Nico Liersch) vão ajudando-a a adaptar-se à nova vida, ainda que sofresse um pouco com a rigidez de sua nova “mãe”. Os dias se passam até que um estranho chega à casa da pequena família. Ele era judeu e Hans tinha uma dívida de gratidão com o seu pai, por telo salvado na guerra anterior. Eles então acolhem o rapaz que logo tem a atenção da garota por lembrá-la de seu irmão mais novo que havia falecido antes de chegar até a nova família.

Durante sua estadia na casa ele sofre com as acomodações precárias e a saúde fragilizada pelos rigores da fuga da morte. Liesel é uma das razões para que continue vivendo, pois a pequena sempre estava apoiando o rapaz. Neste meio tempo a guerra continuava a acontecer e seus reflexos terminam chegando até a pequena cidade em que se passa a história. O longa busca tratar do drama sofrido pelos judeus ao passo que mostra que nem todos os alemães eram vilões naquele momento. Estes paralelos tratados são o que dão mais conteúdo à obra.

No entanto, nem tudo é bem conduzido no filme. O ritmo é arrastado e fica a nítida sensação de mau emprego do recurso. A relação de Liesel com Max (Ben Schnetzer) fica um tanto forçada e pouco crível, comparativamente ao laço desenvolvido. Muito é investido em pequenos momentos que nada agregam e a relação dos livros com o enredo fica um tanto mal trabalhada. Estes inconvenientes não reduzem a obra a algo ruim. É apenas cansativo, mesmo sem ter uma duração muito estendida. O elenco trabalha bem, especialmente a protagonista. Emily Watson e Geoffrey Rush também realizam suas tarefas com qualidade e isso ajuda a empurrar o balanço para cima. No final tem-se um bom filme, não é tão marcante como poderia ter sido, mas merece sua atenção.

Intensidade da força: 7,0 

4 opiniões sobre “A Menina que Roubava Livros”

  1. Mais uma para “pack” dos filmes que não me despertaram o mínimo interesse de sair de casa, comprar o ingresso, aturar as pessoas mal educadas da sessão e assistir o filme no cinema.

    Em relação ao livro, se perdeu muito por conta do roteiro ou por conta dos atores e da direção?

    1. Pude assistir na companhia de uma pessoa que leu o livro e disse que a versão para o cinema saiu-se bem como adaptação. Então a falha fica mais mesmo por conta de como foi adaptado para o formato. Aquela velha dificuldade típica neste tipo de trabalho.

      Neste filme nem dá para se preocupar muito com pessoas mau educadas, visto que se trata de uma opção que não chama tanto a atenção do povão, ou seja, quem comparece quer mesmo assistir o que se passa.

      Abraços.

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