47 Ronins

Título Original– 47 Ronin
Título Nacional- 47 Ronins
Diretor– Carl Rinsch
Roteiro- Chris Morgan/Hossein Amini
Gênero- Ação/Fantasia/Aventura
Ano- 2013

– Sem um mestre…

É o que pode ter faltado para o filme 47 Ronins ter conseguido ser o sucesso que a história, baseada no período feudal japonês em que os Xoguns eram as entidades máximas na ordem do país, potencializa. Neste contexto surge a lenda de um jovem mestiço (nascido do relacionamento de uma japonesa com um estrangeiro) que irá liderar um grupo de samurais em busca do resgate da honra de seu clã. Com uma premissa muito interessante e retratada num momento muito rico da história japonesa, a obra tinha todos os ingredientes para dar certo, mas infelizmente, a insistência em achar que tudo precisa ser “ocidentalizado” termina por influenciar negativamente o projeto.

O mestiço interpretado por Keanu Reeves (Kai) teria sido adotado por um clã de guerreiros ocultos, os Tenchu. Depois de fugir da ordem ele é acolhido pelo Daimyo Asano (Min Tanaka) e essa decisão não é bem vista por seus guerreiros, os Samurais, especialmente o líder Oishi (Hiroyuki Sanada) e um dos seus soldados, Yasuno (Masayoshi Haneda). O tempo passa e o garoto cresce, assim como sua gratidão para com Daimyo. A filha do líder, Miko (Ko Shibasaki) também desenvolve uma relação afetuosa com estrangeiro.

Durante os preparativos para receber o Xogum do período, Tokugawa (Cary-Hiroyuki Tagawa), um estranho bicho aparece nos arredores do feudo aterrorizando os aldeões. A pequena armada parte para destruir a criatura e Kai tem papel decisivo na vitória, ainda que não seja reconhecido. Algo estranho estava acontecendo, porém Kai não entende do que se trata. A Bruxa (Rinko Kikuchi) planejava acabar com a prosperidade da vila de Ako e assim o Daimyo rival, Kira (Tadanobu Asano), poderia apoderar-se de ambas. O plano inimigo é posto em prática e força uma situação em que o Xogum condena Asano a cometer o seppuku (suicídio) a fim de manter a honra de seu clã. Os Samurais, entretanto, não aceitam aquela situação, desconfiados da armação do inimigo.

É a partir daí que começará o plano de vingança dos agora 47 Ronins, samurais sem mestre, e Kai terá papel decisivo nesta aventura. O longa tem bons momentos, quando respeita as peculiaridades da rica e distinta cultura japonesa, mas a insistência em fantasiar excessivamente termina por estragar um pouco a obra. Coisas como um elenco todo de japoneses falando inglês soa forçado e a inclusão de Keanu também não funcionou a contento. Sua atuação sem alma destoa com o fervor da ação dos Samurais e sua doutrina, deixando os eventos um tanto incoerentes.

Os elementos fantásticos são pouco ou nada desenvolvidos, ficando tudo muito superficial. Algumas cenas de ação também são bem bobas e corridas, como a fuga do herói de seu exilo. Em suma, é um filme de altos e baixos em que predomina este último. Mesmo com estas falhas não é ruim ou desprezível. Tem seus méritos por se passar inteiramente no contexto de outra cultura, mesmo com adaptações, e isso soma bastante. Talvez se fosse realizado pelo cinema chinês tivéssemos a chance de ver um épico de guerra digno de grandes premiações, mas isso nunca acontecerá.

Intensidade da força: 6,0

2 opiniões sobre “47 Ronins”

  1. O filme é muito mais ou menos, muito mesmo. Não conseguiu me atrair a atenção, não me trouxe nenhuma emoção, nenhuma empatia com os personagens, um completo vazio.

    Não chega a ser um filme ruim, é verdade, mas deixa bastante a desejar.

    1. AHAHA! Estou vendo sua apatia frente ao filme Márcio. É foda mesmo quando isso acontece, infelizmente não culpo quem se sentir assim, pois falta a ele alguns ingredientes que o tornem mais atrativo.

      Abraços!

Deixe seu comentário