Frankenstein: Entre Anjos e Demônios

Título Original– I, Frankenstein
Título Nacional– Frankenstein: Entre Anjos e Demônios
Diretor– Stuart Beattie
Roteiro– Stuart Beattie/Kevin Grevioux
Gênero– Ação/Fantasia
Ano– 2014

– As partes não funcionaram…

É a impressão que se tem ao terminar de assistir a esta versão diferente do clássico Frankestein. Protagonizado pelo bom, mas sumido Aaron Eckhart o filme tem pouca coisa a se salvar. A temática sobrenatural ganha espaço frente ao drama da história original e a busca pelo auto descobrimento fica em segundo plano nesta reimaginação. Desde os trailers podia-se ver que não se tratava de algo lá muito elaborado e esta sensação se confirma após conferir o título.

Aquele acostumado a assistir filmes e que se atem aos detalhes já nota logo nos primeiros minutos que o longa não será grande coisa. Com uma introdução para lá de breve e superficial. A base referente à personagem principal é mantida apenas com uma ou outra “adaptação” e logo após o breve resumo demônios aparecem e atacam a criatura que, ao se defender, derrota os inimigos chamando a atenção de outros seres estranhos, as gárgulas. Estes seres são uma espécie de ordem protetora do mal e se assemelham a anjos, muito embora pouco se discorra a respeito dos mesmos durante a trama.

O “herói” é convidado a participar do grupo, mas recusa, seguindo seu caminho de solidão, mas os demônios não o deixam em paz e logo ele estará de volta ao mundo conhecido. Neste meio tempo de isolamento passam-se 200 anos e muito mudou. Aparentemente o tempo em que se passa a história é o atual e o chefe da legião do mal, Príncipe Naberius (Bill Nighy), planeja algo para se apossar do mundo, para isso conta com a ajuda da cientista Terra (Yvonne Strahovski). Só que Frankenstein volta para por um fim naqueles que o perseguem e não se importará com quem esteja em seu caminho.

Seguindo uma linha para lá de previsível o longa não desenvolve nada durante todo o tempo em que se passa, apenas o ritmo mais frenético é o remédio para as inúmeras falhas, tentando minimizar os defeitos técnicos que assolam a produção a todo instante. Completamente escuro, para poupar gastos, mesmo assim não consegue esconder os efeitos especiais fracos e, com um elenco de suporte que também deixa a desejar, há muito pouco a se aproveitar em Frankenstein. O que não estraga  ainda mais o filme são as personagens, que, embora não agreguem, também não estragam, permitindo que ao menos seja assistível. Um entretenimento bem descartável, mas que não irrita ou entendia, ao menos.

Intensidade da força: 4,5

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  1. Primeiro iria rolar a cabine de imprensa mas com você assinando um termo para não poder falar NADA sobre o filme antes de ser lançado. Depois, na hora que iria começar, a cabine foi cancelada. Fortes indícios de que uma bomba estaria prestes a ser lançada.

    Bom, pelo seu texto deu para ver que é apenas descartável e nem chega a ser tão ruim assim. Não muda muito para mim, não vou encarar.

    No Rotten Tomatoes tem 6% de aprovação. Acho que temos um forte candidato para o framboesa de ouro esse nao jheehehe

    • Ele tem alguns elementos de framboesa mesmo Márcio. Chato porque é aquele tipo de proposta que poderia render algo melhor se fosse levado a sério. Triste também pelo Aaron que voltou em algo com maior marketing, mas mal executado.