Amor Bandido

Título Original– Mud
Título Nacional– Amor Bandido
Diretor– Jeff Nichols
Roteiro– Jeff Nichols
Gênero- Drama
Ano– 2012

– Amores trabalhosos…

O filme é mais um daqueles com aquela pinta de realizado para chamar a atenção de críticos. Parte estética simples, focando-se mais nos atores. Contando com Matthew McConaughey (Mud) para encabeçar a obra, aqui se busca tratar dos diversos tipos de amor sob uma perspectiva mais pessimista e, porque não, realista, de suas consequências nas vidas daqueles que o experimentam. Uma obra que precisa de atenção para ser vista, caso contrário poderá se tornar um enfado já que apenas se cerca de pequenos eventos para ser contada.

A dupla de amigos Ellis (Tye Sheridan) e Neckbone (Jacob Lofland) vivem numa cidade do interior dos EUA. Lá eles têm toda liberdade que poderiam querer. Muita natureza ao redor, pouca gente para reclamar do que cada um fazia ou não, e pais que os deixavam viver e aprender por si o que a vida tinha para oferecer. Uma realidade tão distante dos grandes centros urbanos em que boa parte das pessoas opta viver. Lá eles irão se deparar com o estranho Mud, vivendo num barco que foi parar em cima de uma árvore depois de uma enchente. Desconfiados, inicialmente eles são seduzidos pelo papo do estranho e logo começam a ajudá-lo em tudo que pedia.

Descobrem que ele estava esperando alguém, uma namorada, Juniper (Reese Witherspoon), mas que outras pessoas também estavam atrás dele e por isso ele não podia simplesmente aparecer para ela. Os garotos então agem como intermediários e irão também descobrir que nem tudo é o que parece ou gostaríamos que fosse. Principalmente Ellis, da dupla o mais sentimental e ingênuo que aprenderá a duras penas o valor da dor para o amadurecimento de uma pessoa. Nada no longa pode ser desperdiçado, mas isso não significa que tudo realmente vale a pena e os muitos minutos dedicados para tentar mostrar milhares de nuances dos amores retratados termina deixando alguns repetitivos e outros desnecessários ou superficiais.

Essa sensação fica evidente no próprio relacionamento de Mud e os garotos, em contrapartida com o pequeno romance de Ellis com uma garota mais velha ou no desgaste do casamento dos seus pais. Nessas idas e vindas ou diferentes perspectivas nota-se certa perdição na produção por tentar falar de tudo um pouco, ficando a sensação de não ter dito nada. Essa avaliação fica a cargo de quem assiste e de como encara cada evento ali apresentado, mas nem todos estão prontos ou dispostos a encarar essa tarefa. A tradução do título para o nosso idioma também dá uma impressão bastante equivocada do que esperar do longa.

No final os críticos gostam tanto de falar de fórmulas e planos para realização de filmes e que essa seria a razão de alguns exemplos não serem bons o suficiente, mas terminam deixando-se levar pela própria arrogância e não veem ou se negam a isso, quando um título como Mud se apresenta. A diretriz está ali. É um tipo de filme, filme de festival, qualquer pessoa familiarizada com cinema identifica este tipo de produção e isso não é motivo para depreciar ou galgá-la a um patamar melhor. O que a fará estar um degrau acima ou não é o quão bem sucedido foi em entregar o que se propõe e nesse ponto há algumas falhas e equívocos neste título.

Intensidade da força: 7,5

2 opiniões sobre “Amor Bandido”

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