Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha

Título Original– Jackass Presents: Bad Grandpa
Título Nacional– Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha
Diretor- Jeff Tremaine
Roteiro– Fax Bahr/Spike Jonze
Gênero- Comédia
Ano- 2013

– Sem muito riso…

Jackass sempre foi um cara/programa famoso nos canais MTV. Depois de sua chegada aos cinemas, gostou da experiência e a repetiu algumas vezes. Agora é a vez de atacar novamente como um velhinho um tanto imoral que atormenta as pessoas e locais por onde passa. O responsável por encarnar a personagem é o ator Johnny Knoxville e ele até consegue agradar em alguns momentos, mas a figura mais engraçada mesmo é o pequeno e estranho Jackson Nicoll (Billy) que interpreta seu neto. As melhores cenas, no geral, são protagonizadas pelo pequeno.

Este Jackass conta com um pequeno pano de fundo para encadear os fatos e dar alguma razão aos mesmos, ainda que a premissa continue a mesma (pregar peças em pessoas reais). A dupla de atores interpreta papéis com algum contexto, no caso Billy é abandonado pela mãe, Kimmie (Georgina Cates) que está voltando para a prisão. O avô então fica responsável por levar o garoto até o pai, Chuck (Greg Harris), também um desajustado. Logo a tônica do longa se apresenta com uma espécie de agente social ficando numa situação para lá de embaraçosa quando acompanha a discussão entre o avô e o pai do garoto.

Em geral os momentos tem uma linha de comédia um pouco menos forçada que os Jackass anteriores, mas ainda assim é bastante apoiado em situações apelativas, sejam sexuais, preconceituosas ou envergonhantes. As do garoto fogem um pouco a esta tônica e por isso conseguem ser melhores, ainda que, em menor quantidade. O que acontece são pequenos intervalos durante a viagem em que os dois vivem os momentos desconcertantes. O problema reside na questão de tudo soar um tanto repetitivo, não por como acontecem, mas sim na apresentação. De repente o protagonista está num local e vive ali um momento, noutro instante já muda, contudo a razão continua a mesma (apenas forçar tosqueiras) não há muita lógica e chega um momento que cansa e falta um propósito para aquilo tudo. Funciona melhor como um programa com cenas isoladas pura e simplesmente.

Ainda que tenha suas falhas e não seja tão divertido como se espere, Vovô Sem Vergonha reserva alguns momentos bem legais como a dança de Billy próximo ao final, quando ele está na rua à procura de um pai. Já as parte de Johnny Knixville carecem de um pouco mais de envolvimento resumindo-se a mais do mesmo quase todo o momento. Uma obra bastante despretensiosa e exagerada que cansa muitas vezes, mas pode agradar algumas pessoas a depender do tipo de humor que mais se aproxima. Uma aposta no final das contas. Só não levem crianças! O filme definitivamente não é para este público.

Intensidade da força: 5,5

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