Os Suspeitos

Título Original– Prisoners
Título Nacional– Os Suspeitos
Diretor- Denis Villeneuve
Roteiro– Aaron Guzikowski
Gênero– Drama/Policial/Suspense
Ano– 2013

– Suspeita-se não ser tudo isso…

Outro exemplar de como o público de diferentes localidades pode perceber uma obra de forma bastante heterogênea. Os Suspeitos é mais um exemplo de filme que causou muito alvoroço no público e crítica, entusiasmando o Power Cinema por tabela para conferir este título, que, pelos trailers, não conseguiam passar toda esta força que as pessoas de fora comentavam. Ainda assim fomos conferir rapidamente para poder passar as impressões de tão badalada produção.

Os dois casais Keller Dover (Hugh Jackman) e Grace Dover (Maria Bello) e Franklin Birch (Terrence Howard) e Nancy Birch (Viola Davis) irão viver o terror quando suas filhinhas desaparecem no Dia de Ação de Graças sem deixar qualquer rastro. A partir de então começa uma busca desesperada a fim de encontrar as crianças. A polícia, representada pelo Detetive Loki (Jake Gyllenhaal), também se empenha ao máximo nesta luta, mas nada parecia indicar que eles iriam obter êxito no desafio.

Quando encontram o jovem Alex Jones (Paul Dano), esperança e desespero aumentam. Por um lado ele parecia ser o principal suspeito ou fonte de possíveis rastros das jovens, por outro era impossível conseguir extrair algo preciso de suas palavras, visto a dificuldade em se comunicar. A partir daí um dos pais resolve tomar uma atitude extrema e fazer justiça com as próprias mãos raptando Alex para forçá-lo a dizer onde as garotas estavam. Ele irá testar os limites da razão e humanidade, num constante confronto pessoal e social por causa de suas ações.

O filme tem um lado profundo de debate, mas isso não é suficiente para justificar toda a repercussão causada, talvez motivada por ser um título que se aproxima da realidade americana. Quem acompanha notícias de lá sabe como estes casos de desparecimentos de crianças abalam enormes comunidades e, por outro lado, é sabido da tendência daquele povo de resolver tudo do seu jeito sem se importar muito com as consequências. A impressão é que por levantar temas muito pertinentes e sensíveis àquela realidade o impacto gerado foi intenso e trouxe à tona toda esta reação positiva.

É fato que se trata de uma obra sólida, com boas atuações, mas não tem nada de extremamente destacado em nenhum sentido. Ao contrário, até peca gravemente em certos pontos, principalmente na condução do enredo, quando se debruça demais nas sessões de tortura e nos constantes debates de Keller. Do outro lado, a ação da polícia não é intrigante, mas bem perdida e talvez por uma busca apurada de aproximar da realidade tenha justamente perdido a chance de ser o contraponto à falta de dinâmica de um dos polos da trama. Entretanto, vale a pena ser vista e sabendo destes aspectos é certo que trará diversão.

Intensidade da força: 7,5

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