Jogos Vorazes: Em Chamas

Título Original– Jogos Vorazes: Em Chamas
Título Nacional- The Hunger Games: Catching Fire
Diretor- Francis Lawrence
Roteiro- Simon Beaufoy/Michael Arndt
Gênero– Aventura/Ação/Ficção
Ano- 2013

– Chamas que não queimam…

Com uma proposta pseudo-filosófica a saga literária “Jogos Vorazes” ganhou notoriedade e fama ao redor do mundo suficiente para ter seu próprio filme, hoje em dia algo que nem pode mais ser considerado um mérito. Ainda assim é uma obra bem produzida no geral, com boa escolha de elenco e que, ainda com seus percalços, conta com um pouco mais de conteúdo que outros títulos que embarcam nessa modinha.

A história continua diretamente do ponto em que a anterior terminou com a dupla vencedora Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) e Peeta Mellark (Josh Hutcherson) seguindo suas vidas. Um ponto engraçado já de largada é que o aparente estreitamento de laços entre as personagens, ocorrido no longa anterior, simplesmente desapareceu neste começo e tudo está como antes dos primeiros jogos. A garota ignora completamente o rapaz que se sente bastante incomodado com a situação e tenta levar tudo da melhor maneira possível.

Quem não gostou nada de como as coisas tinham acontecido era o Presidente Snow (Donald Sutherland) muito preocupado e aborrecido com a “chama” que tinha começado a queimar no coração da população oprimida pelo regime explorador do governo. Ele tenta intimidar Katniss impondo que ela participe de um teatro para aplacar a fúria do povo, desviando sua atenção dos problemas importantes, típica e comum estratégia de políticos em descrédito com a população. Ainda que tentem obedecer ao Presidente o casal não consegue passar naturalidade e o que deveria iludir só incendeia ainda mais a massa.

Como última alternativa ele vai convocar jogos especiais com todos os vencedores vivos anteriores, o chamado Massacre Quaternário. Mais uma vez Katniss e Peeta irão competir (este último voluntariado no lugar do seu mentor) só que mais esta manobra não irá correr como o Presidente esperava já que outros eventos também ocorriam sem seu conhecimento. Revelar mais poderia estragar o interesse de algumas pessoas por isso caberá a você dar uma chance ao título. A ação estará presente durante os jogos, mas antes disso o filme é bem parado.

O maior problema de Jogos Vorazes 2 é o mesmo do seu antecessor: uma parte inicial deveras alongada e monótona que tenta reproduzir a evolução e razões que levam as mudanças que irão desencadear-se na parte final, porém o tempo é mal distribuído. Para quem conhece os livros é mais fácil entender, mas para quem não conhece o que é apresentado não se mostra suficiente para construir o cenário que se pretendia para o momento definitivo do filme. Muito se perde com as mesmas cenas espetaculosas representadas pelo apresentador Caesar Flickerman (Stanley Tucci) e as aparições de Snow não são suficientes para moldar a consistência filosófica pretendida.

O que aparenta é que o time técnico não soube o que queria e se perdeu na medida. Como a história tem um apelo juvenil forte e é este o alvo do investimento da produção, focar demais nos problemas sócio políticos poderia gerar enfado neste público e o filme não render o esperado daí se deu importância demasiada aos deslumbres e extravagâncias com constantes interrupções românticas que não são o forte da obra literária. O resultado é que estruturalmente este longa é exatamente igual ao anterior e isso depõe desfavoravelmente. O mais interessante de se ver aqui é o avanço daquela realidade e o descortinar para o que realmente importa. A parte dos jogos, mais uma vez, é outro ponto alto, mas não é suficiente para aplacar as escolhas mal geridas do início. Um título bom tão somente.

Intensidade da força: 7,0

2 opiniões sobre “Jogos Vorazes: Em Chamas”

  1. Não man, quanto amargor no coração. A parte inicial pode não ser frenética mas é muito importante e interessante. Tucci e seu personagem, para mim, segue espetacular e divertido hehehe.

    Minha intensidade da força chega colado nos 9 para Jogos Vorazes Em Chamas, achei ainda melhor o que o primeiro que já era um ótimo filme.

    1. Pelo que vejo é uma questão de exigência. Eu não considerei que o começo do filme foi bem conduzido para o que pretendia mostrar. As escolhas para apresentar não foram as melhores a meu ver. Stanley Tuccci é bom, mas é mais do mesmo e poderia ser muito menor sua participação. Reprisar as mesmas coisas não agrega nada e ainda consome tempo, se ainda fosse sob outro enfoque vá lá, mas é exatamente a mesma coisa do primeiro.

      Por essas e outras não acho que mereça tanto como vem sendo dito por aí. É mais um com potencial mal aproveitado. Negócio é aguardar o terceiro, que não terá como ter ação, para ver se conseguem desenvolver a trama de forma mais acertada.

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