Capitão Phillips

Título Original– Captain Phillips
Título Nacional- Capitão Phillips
Diretor– Paul Greengrass
Roteiro– Billy Ray/Richard Phillips
Gênero– Drama/Biografia
Ano– 2013

– Os riscos do homem no mar…

Além de todos os obstáculos necessários e conhecidos que acompanham aqueles que se lançam ao mar o próprio homem consegue criar mais uma ameaça ao já desafiador ambiente; ele próprio. Em Capitão Phillips, novo filme que estreou no Brasil é possível encarar o drama que já é comum em terra; o sequestro. Aqui o diretor Paul Greengrass irá contar como foi o drama enfrentado pela tripulação do navio Alabama em especial seu Capitão, interpretado por Tom Hanks, num drama carregado de tensão que traz a já conhecida marca do diretor.

Ao partir para mais uma viagem que pretendia levar mantimentos para africanos em crise, o Navio Alabama irá enfrentar um inimigo difícil de combater; outro ser humano. Ao serem ameaçados pelo pequeno grupo de somalianos liderados por Muse (Barkhad Abdi), a tripulação irá conhecer o terror da ameaça de criminosos que não tem nada a perder numa realidade em que morrer não é uma má ideia, qualquer semelhança com as ruas brasileiras não é mera coincidência. É muito marcante ver como a direção e os atores (ainda que amadores em sua maioria) conseguem repassar com fidelidade a fúria descontrolada deste tipo de pessoa quando está cometendo o crime.

Quem vai tentar contornar a situação com muita inteligência e perspicácia é o Comandante Richard Phillips, interpretado por Tom Hanks que se reencontra num papel forte e que com seu talento consegue empregar toda a sua experiência e capacidade para potencializá-lo ainda mais. Após conseguir impedir a invasão do grupo na primeira tentativa eles irão sucumbir à persistência dos piratas na segunda tentativa. Dentro do navio irão impor terror aos de patente mais alta que tentam proteger o restante da tripulação a qualquer custo, impedindo que a situação se agrave ainda mais.

Interessante notar como a vida imita a arte. Tudo corria bem até que algo dá errado e o Capitão é sequestrado e os bandidos fogem numa baleeira. Daí por diante o que irá seguir-se é um jogo psicológico arriscado entre Phillips, os agora sequestradores, os militares americanos (que mostram o porquê do país ser a potência que é) na busca de defenderem seus interesses. Todos pondo suas vidas na corda bamba.

Aqui se pode ver o que faz Paul Greengrass um diretor respeitado no meio, a condução da câmera fala antes, durante e depois dos acontecimentos, os planos sequência, os closes e takes indicam claramente o momento que está se passando, sem que com isso haja cansaço de quem assiste. São poucos diretores que conseguem utilizar tais recursos com qualidade e Paul é um destes nomes. Com uma boa condução técnica geral, sem deixar-se levar pelas armadilhas sedutoras de busca por dramatizar ainda mais o fato, o filme consegue aquele ponto a mais em seu balanço. Não é perfeito, há um tanto de ufanismo típico e até justo neste caso, detem-se exageradamente no momento da baleeira caindo, confundindo aprofundamento com alongamento. Ainda assim trata-se de uma obra muito interessante e que deverá constar nas listas de prêmios de 2013.

Intensidade da força: 8,0

2 opiniões sobre “Capitão Phillips”

    1. Engraçado você ter ficado triste com o destino dos fdps. No começo eu até tinha alguma compaixão com eles, mas com o desenrolar dos acontecimentos achei ótimo o que aconteceu. Tom Hanks é um ator notável e neste filme vemos o por que.

      Abraços.

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