Rota de Fuga

Título Original– Escape Plan
Título Nacional– Rota de Fuga
Diretor- Mikael Håfström
Roteiro– Miles Chapman/Jason Keller
Gênero- Ação/Policial
Ano– 2013

– Old, but Gold…

Poucas vezes uma expressão poderia ser tão bem empregada. A união de Sylvester Stallone (Breslin) e Arnold Schwarzenegger (Rottmayer) num mesmo filme e que ainda conta com o suporte de primeira de Jim Caviezel (Hobbes), dificilmente poderia resultar num filme ruim.Daí a ser um filme bom já se vai um longo caminho, mas Rota de Fuga consegue balancear a ação com um pouco de tensão, resultando numa obra interessante que demonstra que a dupla de astros dos filmes de ação dos anos 90 ainda pode fazer bonito mesmo hoje em dia.

Ryan Breslin ganha a vida fugindo de prisões. Exatamente. Ele tem uma empresa que testa a segurança de penitenciárias ao redor dos EUA e soma as atividades de dono e empregado numa só pessoa. Depois de conseguir obter êxito em mais um trabalho ele logo é chamado para outro teste. Só que dessa vez algumas coisas estavam diferentes; os riscos seriam maiores, em compensação o dinheiro também. Só que ao chegar ao seu novo trabalho, ele percebe que algo está mais errado do que deveria e terá que lutar ainda mais para conseguir sair.

Dentro do presídio ele fará amizade com Rottmayer, um preso que parece esconder um segredo muito importante. Na verdade a prisão seria usada para sumir com alguns elementos importantes no cenário mundial que estivessem, de alguma forma, provocando problemas demais a ordem estabelecida. Só que Breslin é colocado lá não só para testar a segurança, como também para ser eliminado. Ele terá que descobrir quem estaria interessado em livrar-se dele, além de fugir dessa prisão que era bem diferente das demais.

Com o uso bem administrado da ação, Rota de Fuga consegue entregar uma obra sólida e divertida que não descamba nas armadilhas clássicas do gênero (invulnerabilidade dos heróis, erros básicos dos vilões, “coincidências” bizarras em prol dos mocinhos). Ainda que não fuja completamente de tais clichês, não se abusa dos mesmos. A química entre Stallone e Schwarzenegger é boa e consegue contrabalançar a seriedade do primeiro com a irreverência e tranquilidade do segundo. Aliás, é muito bom ver como os anos foram benéficos ao eterno Exterminador. Ele está mais carismático que nunca, com muita leveza na atuação, incorporando pequenos toques de ironia.

Mesmo que não seja um longa exemplar, ele cumpre seu papel e entretém seja quem goste de alguns momentos mais casca grossa, como para outros que curtem algo um tanto mais elaborado. Um título pouco esperado e divulgado, mas que com certeza merece sua atenção.

Intensidade da força: 7,5

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