R.I.P.D. – Agentes do Além

Título Original– R.I.P.D.
Título Nacional– R.I.P.D. – Agentes do Além
Diretor– Robert Schwentke
Roteiro– Phil Hay/Matt Manfredi
Gênero- Ação/Policial/Fantasia
Ano– 2013

– Além das medidas…

Mais uma ideia boa desperdiçada, mais uma oportunidade de se fazer algo único e criativo jogada fora. Este é o maior resumo para RIPD, novo filme de ação estrelado por Jeff Bridges (Roy) e Ryan Reynolds (Nick) que ainda conta com Mary-Louise Parker (Proctor) e Kevin Bacon (Hayes) na linha de frente da obra. Inspirada numa HQ, a história mistura elementos fantásticos com muita ação resultando numa proposta interessante e pouco trivial, mas que ao ser transportada para a telona não funcionou adequadamente pelas decisões equivocadas da equipe técnica.

O policial Nick tinha uma vida quase perfeita, um emprego estável e bem sucedido, uma mulher que o amava e uma condição financeira confortável, mas nada nunca é suficiente e o policial queria mais e termina deixando-se seduzir quando numa apreensão de drogas encontra uma quantidade em ouro que ele termina se apropriando num primeiro momento. Arrependido ele tenta voltar atrás, mas o parceiro o mata para que ele não entregue o esquema. Logo depois ele é enviado para uma sala para ser convidado a participar de um departamento sobrenatural que combate ameaças contra os vivos. Ainda descrente ele aceita e logo conhecerá seu novo e louco parceiro Roy.

Os dois não se dão bem inicialmente, principalmente por causa do temperamento difícil de Roy, mas nada que uma previsibilidade típica não resolva com o decorrer da exibição. Eles irão descobrir que o motivo pelo qual o parceiro de Nick, quando ainda vivo, o tinha matado e que envolvia uma ameaça ao próprio balanço entre o mundo dos vivos e mortos. Tudo isso sendo lançado de forma extremamente corrida, sem muito apuro ou preocupação em fazer o espectador entrar na história e embarcar no universo. Uma série de informações é lançada sem qualquer critério ou lógica como se todo mundo tivesse que saber o que está acontecendo ou, como se tudo aquilo fosse irrelevante. O que apenas importava era partir para a bagunça das cenas de ação.

Com um time de protagonistas até competente, é curioso notar a importância de um bom roteiro. Nem mesmo a qualidade de Jeff Bridges supera a ruindade do script feito para o longa. Num papel extremamente caricato que perde a medida, ele é ao mesmo tempo o que salva e irrita durante o filme. O resto é resto, tanto Ryan Reynolds (suposto protagonista), Kevin Bacon (vilão) e Mary Louise estão ali só para figurar em toda essa bagunça muito mal dirigida e pensada. Uma pena, pois existem boas ideias lançadas ali e ver tudo isso não aproveitado entristece um pouco. Mesmo assim rende momentos interessantes e que podem valer seu ingresso.

Intensidade da força: 5,0

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