Gravidade

Título Original– Gravity
Título Nacional– Gravidade
Diretor- Alfonso Cuarón
Roteiro– Alfonso Cuarón/Jonás Cuarón
Gênero– Ficção/Drama
Ano– 2013

– Tensão no espaço…

O maior mérito de Gravidade é passar todo o drama que envolve um ambiente em que a gravidade não está presente. A grande vilã do filme é justamente ela e o mestre que brinca com o tema é Alfonso Cuarón, diretor de poucos longas, mas que conta com o excelente Filhos da Esperança e o melhor Harry Potter (tirando o último): Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Aqui ele retorna numa obra que foca na tensão e na imersão num ambiente fascinante, mas pouco explorado, o espaço sideral.

Um grupo de astronautas está instalando um novo dispositivo no Hubble e a Drª Ryan Stone (Sandra Bullock) é a responsável por tal trabalho. Já Matt Kowalski (George Clooney) é o líder do time e mais experiente em missões no espaço. A novata Ryan se preparou por meros 6 meses para o desafio e jamais poderia imaginar como se sairia caso houvesse algum imprevisto, o que acontece com poucos minutos de exibição, pois o longa não perde tempo com aspectos paralelos ou irrelevantes em seus 91 minutos. A Rússia, inadvertidamente, resolve abater um de seus velhos satélites e não avisa a ninguém. Uma reação em cadeia irá levar o pânico ao pequeno grupo que trabalhava no telescópio.

É a partir deste momento que poderá se ver como a ausência de gravidade muda completamente a percepção e a reação que é possível se ter em tais momentos. Com boas atuações corporais, tanto de Clooney como de Bullock, eles repassam o sentimento com bastante intensidade, realmente dando a forte impressão de que estão naquele ambiente. O filme na verdade resume-se basicamente a isso, com um ou outro aspecto de menor importância tratado: impotência perante a natureza e perseverança frente aos desafios. Contudo o que realmente dá a tônica é a luta da protagonista em tentar sobreviver ao acidente iniciado pela destruição do satélite.

Com um visual belíssimo, Gravidade é um filme simples, mas extremamente bem executado, sem excessos, mas que em sua objetividade consegue a excelência naquilo que se propõe apresentar, outro ótimo exemplo de como se realizar um bom filme sem que seja necessário um roteiro para lá de elaborado. Aqui se sobressai a capacidade da direção, fotografia, montagem, edição e mixagem de áudio, e claro, as atuações firmes dos líderes do elenco. Ainda que não seja nada de outro mundo, eles realizam o que é preciso com a capacidade que se espera de nomes com a experiência que possuem. Uma ótima pedida para quem curte cinema em geral.

Intensidade da força: 8,5

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