Elysium

Título Original– Elysium
Título Nacional– Elysium
Diretor– Neill Blomkamp
Roteiro– Neill Blomkamp
Gênero– Ação/Ficção
Ano– 2013

– Brasil em Hollywood. Ficção?

Se depender do bom desempenho de Wagner Moura (Spider) neste novo longa quem sabe as coisas finalmente comecem a andar melhor para nós. O diretor que realizou o excelente, emblemático e marcante Distrito 9, retorna com um filme voltado para o público mais amplo com menos uso de referências e abordagem mais simplória. Focando mais na ação e contando com Matt Damon (Max) como o herói destinado a realizar a empreitada, Elysium não consegue repetir a mesma força presente no filme anterior, mas ainda consegue ser um filme interessante.

No ano de 2154 a Terra está numa crise terrível. O mundo ficou completamente degradado e a parte poderosa do planeta mudou-se para o espaço para viver numa utopia nomeada Elysium. Nesta estação espacial tudo funciona, todos vivem bem, porém o resto do planeta está afundado na miséria e abandono e, é neste lugar que Max vive. Desde pequeno ele é bastante ligado a Frey (Alice Braga) e ambos seguem diferentes caminhos à medida que crescem. Enquanto o protagonista se perde em pequenos delitos a sua amiga foge daquele lugar e tenta uma vida mais decente como enfermeira. Os dois se reencontram por volta da metade da história.

Max também está tentando uma nova vida como funcionário da linha de produção da maior empresa fornecedora de Drones (os robôs que fazem tudo nesta realidade, desde policiamento até serviços domésticos), quando um acidente o força a se arriscar na vida de fora da lei outra vez. É aí que entra Spider, uma espécie de “smuggler” (contrabandista) no filme. Ele é o responsável pelas inúmeras tentativas de fuga de terrenos para Elysium e agora será Max que irá requerer seus serviços de viagem numa improvável e desesperada luta para tentar livrar-se da morte certa.

O filme passa boa parte do tempo neste embate em que as forças que protegem a estação espacial, lideradas por Delacourt (Jodie Foster) irão fazer de tudo para impedir o acesso destes invasores, ao mesmo tempo em que também lidam com suas próprias necessidades e ambições. É o ritmo da ação que está mais presente neste novo título do promissor Neil Blomkamp. Sai um pouco do aspecto sociopolítico para a entrada dos tiros e explosões, ainda que muito do que é visto em Distrito 9 possa ser reconhecido aqui, como o estilo das armas e seu poder devastador. O aspecto da parte pobre e “espanholizada” da Los Angeles de 2154 se assemelha bastante a realidade da capital da África do Sul vista no outro título.

No geral é uma obra bem executada, mas sem aquele algo mais visto em sua investida anterior. Para nós é ainda mais importante, pois vemos um Wagner Moura firme e preparado para estar no mundo do cinema internacional, demonstrando toda sua capacidade de atuar para públicos que ainda o desconheciam e que, num primeiro momento, apresentou ótima repercussão na mídia especializada estrangeira. Resta aguardar o futuro para ver se o nosso maior proeminente irá conseguir mais papéis dessa escala e em filmes bem realizados como este, ou terá que se contentar com a realidade local, o que seria uma pena para nós e para o mundo.

Intensidade da força: 7,5 

2 opiniões sobre “Elysium”

  1. É como até comentei lá no seu blog Márcio achei o filme mais uma prova do Neil de que pode fazer bem com um bom orçamento do que uma real tentativa de reproduzir algo que ensejasse maior debate como Distrito 9.

    Tem que analisar que o cara pode querer ficar rico e famoso também e fazendo filmes como D9 isso é em difícil. AHAHAH!

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