Rush: No limite da emoção

Título Original– Rush
Título Nacional– Rush: No Limite da Emoção
Diretor- Ron Howard
Roteiro- Peter Morgan
Gênero- Ação/Drama
Ano– 2013

– No limite da intensidade…

É o que Rush apresentará aos espectadores que forem conferir a obra nos cinemas. O filme de Ron Howard, famoso por uma Mente Brilhante e Apollo 13 é uma figurinha tarimbada em Hollywood e seus filmes, quando acerta, costumam agradar muito tanto o público como a crítica. Em Rush não é diferente. Com uma média alta dos sites especializados e da platéia, o longa que mostra a rivalidade entre James Hunt (Chris Hemsworth) e Nikki Lauda (Daniel Brühl) consegue trazer para a tela toda a força que uma disputa esportiva pode provocar entre duas pessoas.

Tudo começa ainda na Fórmula 3 quando James Hunt era um piloto muito promissor por sua velocidade com o carro, assim como em sua vida privada, muito mulherengo e festeiro. É nesta categoria que ele irá se deparar pela primeira vez com um ainda jovem e muito destemido Nikki Lauda. Os dois se confrontam poucas vezes e Hunt leva vantagem. Ao tentar o apoio de sua rica família Nikki não consegue convencer seu pai  a o apoiar, pois ele o queria à frente dos negócios e não como piloto (profissão vista com desconfiança à época). Usando a habilidade negocial inata, Lauda consegue arranjos e antecipa etapas para sua estreia na Formula 1.

Enquanto isso, James, vindo de origem bem mais humilde e também sem nenhum suporte de seus parentes, continua sua luta para tentar chegar à mesma F1. Lauda rapidamente se destaca por sua habilidade de acertar carros tanto quanto em convencer os mandatários das equipes a lhe darem apoio, alcançando a cobiçada vaga na equipe Ferrari. Já Hunt, depois de muito penar também chega à F1, contando com o apoio do dono de sua equipe na F2 e também amigo, porém a aposta resiste por apenas 1 ano. O caminho seguinte do piloto britânico é a McLaren depois de muita dúvida e negociações.

Até aí boa parte do longa já tinha se passado e todo este tempo é usado para apresentar os protagonistas, suas personalidades e o que os levaram a desenvolver tamanha rixa entre eles. O mais interessante em Rush é o fato de que pouco precisou ser alterado para que pudesse se tornar uma história interessante para ser contada no cinema, pois as pessoas envolvidas tinham gênios muito interessantes e pouco usais, precisando de pouca fantasia ou modifcações a fim de se tornar algo bom para ser exibido.

Aqui Ron consegue acertar mais uma vez, trazendo com grande riqueza o relacionamento entre os dois e como isso, de certa maneira, ajudou ambos em suas vidas. Uma história que merecia ser contada e que nas mãos habilidosas de um bom diretor e com um roteiro sem maiores interferências foi possível manter tudo que aconteceu com um ar bastante crível, passando uma sensação ainda mais forte para quem assiste. Quem ama Formula 1 vai adorar Rush, quem não gosta ou não é familiarizado também vai se divertir muito, pois o longa consegue ser superficial o bastante para não deixar a experiência cansativa àqueles que não acompanham. Enfim, uma pedida imperdível para este bom ano dos cinemas.

Intensidade da força: 9,0

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